SP: Sindicato dos Correios decide sair da CUT e filiar à CTB
A assembléia iniciou com a defesa de cinco minutos para a proposta contra e a favor da desfiliação à CUT. Em defesa da permanência do sindicato na Central Única foi alegado a importância e o valor histórico da central, que neste mês completou 25 anos de idade.
Porém, o argumento não foi suficiente para manter a filiação dos ecetistas e, por maioria, foi aprovada a desfiliação. Pesou mais as críticas à uma CUT pouco atônoma diante do governo Lula e bem fechada para a divesidade de opiniões no movimento sindical.
Em seguida foi debatido se o sindicato já se filiaria a outra central ou não na assembléia. Representantes da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), em conjunto com defensores da CUT, propuseram a realização de um plebiscito sobre o tema. A proposta também foi rejeitada e os trabalhadores passaram então à votação da filiação a uma nova central já na assembléia.
Sindicato fortalecido
Conlutas e CTB foram as centrais que disputaram o voto dos ecetistas. Segundo Anderson, para a decisão pró-CTB contou o apoio dado pela central às duas últimas greves levadas a cabo pelos trabalhadores. ''Nas duas últimas greves, e especialmente na última - que durou apenas 21 dias, sentimos a falta do peso da CUT e da Conlutas em apoio ao movimento. A CTB, por outro lado, esteve lado a lado com os trablahdores e não poupou esforços durante as greves'', agrega Anderson.
Questionado sobre o que mudará para os ecetistas com a filiação à CTB, Anderson afirma: ''acredito que com o maior compromisso que sentimos da CTB com as lutas do sindicato temos mais chances de fortalecer nosso movimento contra as tentativas de privatização que estão em curso na empresa, além da segurança de podermos contar com um central que nos apoiou nos momentos mais difícieis''.
Ele ainda disse que, apesar de avaliar a última greve como vitoriosa, a categoria permanece insatisfeita com o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) que foi possível conseguir. ''Percebemos que corre pelos empresários da empresa uma campanha surda pela privatização rasteira dos Correios. Isto se expressou na proposta de PCC e também nas negociações da Participação nos Lucros e Resultados para os trabalhadores. Estamos atentos, e ainda mais fortes para impedir qualquer tentativa de privatização'', conlclui.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de SP tem cerca de 8 mil associados de uma base de 19 mil trabalhadores e veio em boa hora para a CTB, já que daqui a dois anos, para se manter legalizada, a central terá que ter 7% do total de trabalhadores sindicalizados no país.
De São Paulo,
Por Carla Santos
