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Tarifas bancárias sobem até 122% um ano após novas regras

Dados são de pesquisa feita pelo Extra com dados do Banco Central (BC) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
Imagem: InfoGlobo
Imagem: InfoGlobo


Criadas para oferecer transparência, estimular a concorrência e, por fim, permitir custos mais baixos, a regulamentação das tarifas bancárias vem causando efeito inverso. Desde que a medida entrou em vigor, há um ano, os bancos reajustaram suas taxas em até 122% e cobram valores idênticos por serviço, congelando, assim, a disputa por clientes.

Pesquisa feita pelo Extra com dados do Banco Central (BC) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que, em abril passado, a tarifa para obter a segunda via do cartão de débito no Bradesco era de R$ 3,60. Ontem, o valor alcançava R$ 8 - variação de 122%. Unibanco e Banco do Brasil também elevaram serviços acima de 100% em um ano (veja quadro ao lado).

Já as transferências DOC/TED foram padronizadas. Custam R$ 13,50 nos sete principais bancos do país. A Febraban não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

Apesar de considerarem a resolução do BC um avanço, entidades de defesa do consumidor criticaram "pontos cegos" na legislação. Para Hessia Costilla, economista da Associação de Consumidores Pro Teste, o maior problema enfrentado hoje é a falta de informação.

- O pacote padronizado, que é o mais barato, não é oferecido pelo banco. A diferença dos custos entre esse modelo e o regular é de quase 100% - alerta.

Ione Amorim, economista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), afirma que as regras não são precisas em relação à periodicidade das cobranças. A falta de competitividade também é apontada por ela como uma falha da recente regulamentação das tarifas bancárias.


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