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Taxa de desemprego recua pelo sexto ano consecutivo na RMS

Em dezembro, a Região Metropolitana de Salvador (RMS) alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em dezembro de 1996, com 17% da população economicamente ativa fora do mercado de trabalho. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada na quinta-feira (28/01), existem 316 mil desempregados na região, 13 mil a menos que no mês de novembro, quando o desemprego era de 17,8%. Na comparação anual, a média de Salvador foi de 19,4%, também o melhor resultado já alcançado após seis quedas consecutivas. Em 2008, a taxa foi de 20,3%.  Entretanto, o índice ainda está distante da média nacional, de 14,2%.

 

Levando-se em conta as expectativas no início de 2009, quando esperava-se uma retração no mercado de trabalho, os resultados são surpreendentes. Entre as sete regiões pesquisadas, o desemprego cresceu apenas em Belo Horizonte e São Paulo, 5,1% e 3%, respectivamente.

 

“O governo foi a voz dissonante, com uma visão que ficou marcada pela expressão 'marolinha', usada pelo presidente para definir o impacto que era esperado no Brasil”, lembra o economista da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, Luiz Chateaubriand. Segundo o economista, a política de incentivos implementadas pela União, como reduções de tributos e a realização de obras de infraestrutura, ajudaram a reduzir o impacto da crise no mercado de trabalho.

 

As perspectivas para quem está à procura de um lugar no mercado de trabalho são boas. O resultado de 2009 representa a sexta queda anual seguida. Em 2003, o desemprego era de 28% e atingia quase um terço da população economicamente ativa. Os especialistas têm argumentos para afirmar que a queda nas taxas de desemprego na região metropolitana serão consistentes.  “A gente tem boas perspectivas para 2010”, reconhece a coordenadora da PED pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Margaret Simões.

 

Além da retomada de atividades importantes para a economia, como a indústria que cresceu 6,3% em dezembro, existem diversas obras de infraestrutura previstas no PAC para a RMS e a realização de eleições. “Períodos eleitorais costumam movimentar o mercado de empregos em gráficas e na área de publicidade”, ressalta Ana Margaret.

 

O mercado de serviço doméstico está encolhendo. Em um ano, a quantidade de pessoas que viviam da atividade passou de 113 mil para 106 mil, numa redução de 6,2%.  De acordo com os analistas da PED, a queda neste tipo de ocupação é consistente. Como comparação: no ano de 1998, a atividade respondia por 10,7%, mas em 2009 a participação caiu para 6,87%.

 

Outro dado que ajuda a explicar o que acontece é que no mesmo período, enquanto a construção civil aumentou o número de pessoas empregadas em 71,9%, o setor de serviços 50,3% e a indústria 39,8%, o trabalho feito nos domicílios apresentou crescimento zero. “A hipótese é que parte dos trabalhadores que vivia de serviços domésticos migrou para outras atividades, como a construção e serviços”, diz  Chateaubriand.

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