Taxar emissões de carbono pode gerar emprego
A taxação de carbono será uma das propostas discutidas durante a 15° Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começou na mesma segunda e vai até o dia 18 em Copenhague, na Dinamarca. Na reunião, 192 países tentarão chegar um consenso sobre o novo acordo climático para complementar o Protocolo de Quioto após 2012.
A conta da OIT considera o repasse da arrecadação com a taxação do carbono para criação de subsídios que diminuam a carga trabalhista das empresas e, assim, estimular a abertura de novos postos de trabalho.
Até 2014, a medida poderia aumentar em 0,5% o nível de emprego, com mais de 14,3 milhões de novas vagas. De acordo com a OIT, a expansão depende da aplicação de políticas “verdes” combinadas com práticas de trabalho decente.
“Esses empregos não se criarão automaticamente. São necessários programas que promovam a transição nos mercados de trabalho e as competências profissionais necessárias para que esses novos empregos se tornem realidade”, diz a entidade.
Atualmente, segundo a OIT, cerca de 40% dos empregos do mundo estão em setores de altas emissões de carbono, num total de 600 mil trabalhadores.
