Termina greve em Curitiba e bancários da Caixa retornam ao trabalho
Avaliação do movimento
Independente de favoráveis ou contrários a proposta apresentada pela instituição financeira, os trabalhadores foram unânimes em considerá-la muito distante do que almejavam. A dirigente sindical Sonia Boz, trabalhadora da Caixa, foi taxativa: "Esta proposta não representa o anseio dos empregados da Caixa, não é semelhante a proposição que construímos de forma conjunta, desde abril deste ano, no CONECEF. Não era o que queríamos. Mas não há perspectiva de melhora."
Antonio Fermino, também dirigente sindical e trabalhador da Caixa, que estava em Brasília como representante dos empregados do Paraná, afirmou que a empresa se mostrou intransigente. "Buscamos todos os canais de negociação, dentro da Caixa e do Governo. Esta proposta é o limite. Se o movimento sindical acreditasse em alguma possibilidade de avanço, se houvesse perspectiva, nós manteríamos o enfrentamento".
Para Otávio Dias, presidente do Sindicato, a proposta foi uma vitória na medida em que comprovou que a Caixa precisará rever sua postura arbitrária e, mais do que isso, a instituição teve que voltar atrás e retomar as negociações. Otávio Dias lembrou que a Caixa teve uma decisão desfavorável no TST quando não conseguiu determinar a abusividade da greve e, desta forma, se deu conta que jamais deveria ter deixado a negociação direta com os trabalhadores.
Moção de repúdio
Os bancários da Caixa Econômica Federal também aprovaram o encaminhamento de uma moção de repúdio à intransigência da direção do banco e às práticas antissindicais no período de greve.
Fonte: Patrícia Meyer e Renata Ortega - Seeb Curitiba
