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Tiros e mortes na Caixa de Jaboatão-PE

Um assalto a carro-forte, dentro da área de auto-atendimento, levou o pânico à agência da Caixa em Jaboatão na manhã desta quinta, 02. Um cliente - o bancário aposentado, Francisco das Chagas - foi baleado e morreu na hora. Um dos suspeitos de participar do assalto, conhecido como Gargamel, também foi morto no local. Pelo menos outras cinco pessoas - entre clientes, seguranças e suspeitos - ficaram feridos. Assim que souberam da ocorrência, diretores do Sindicato foram ao local para garantir o fechamento da unidade e assistência psicológica para os trabalhadores. "É uma triste ironia do destino que uma pessoa que trabalhou a vida inteira dentro da Caixa Econômica, como tesoureiro, acabe sendo morto depois de aposentado, dentro de uma agência da Caixa", afirma o diretor do Sindicato Francisco Bitu, referindo-se a Francisco das Chagas, vítima do assalto.

O crime aconteceu por volta das 9h30 da manhã, quando um carro-forte da empresa Preserv parou em frente à agência para fazer o abastecimento. Testemunhas contam que cerca de cinco assaltantes já estavam dentro da unidade, passando-se por clientes. O tiroteio teria começado quando os seguranças que levam o malote entraram no local.

A agência estava lotada. Houve pânico. Clientes correram para o interior da agência, inclusive os feridos. Os vidros foram atingidos pelos disparos. Uma porta foi derrubada.

O Sindicato foi ao local para garantir que a agência fosse fechada e que houvesse atendimento psicológico para os trabalhadores. O banco já estava lá, com a Sperintendência e os setores de Segurança e de Saúde. A agência foi fechada durante todo o dia e fecha também nesta sexta-feira, 03. Tanto para dar um tempo de repouso aos bancários, como para rearrumar o local.

O banco garantiu que emitiria as CATs - Comunicações por Acidente de Trabalho. O documento é importante porque, em caso de qualquer problema de saúde relacionado ao fato, físico ou psíquico, é possível comprovar ao INSS que se trata de acidente de trabalho. "Os funcionários tentavam ajudar uns aos outros a manter a sobriedade. Mas o clima de tensão era muito grande", conta o diretor do Sindicato, Francisco Bitu. Uma das bancárias, a tesoureira, chorava muito. "A tensão fez com que as pessoas invadissem a agência e quebrassem a porta da tesouraria. A funcionária ficou muito nervosa", diz Bitu.

O medo alastrou-se pelas redondezas. Na agência do Banco do Brasil, que fica a poucos metros da Caixa, os trabalhadores estavam com os nervos à flor da pele. O Sindicato visitou o local. "O carro-forte estava parado no local quase na mesma hora em que ocorria o assalto na agência da Caixa", conta a secretária-geral do Sindicato, Jaqueline Mello. "Além disso, por conta do pânico, muita gente que estava na rua invadiu a agência", completa Bitu. O gestor da unidade entrou em contato com a Gerência de Pessoal e a Cassi - Caixa de Assistência aos funcionários. A agência também foi fechada. No Itaú, que também fica nas imediações, a situação estava sob controle. "O que nós precisamos providenciar agora é uma audiência com parlamentares e Polícia Fedaral para garantir que o abastecimento dos bancos não seja feito enquanto houver gente dentro da agência", opina Francisco Bitu.

Fonte: Fabiana Coelho / Seec-PE
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