Trabalhadores da construção civil param obras em Salvador
'Onde tiver obra em Salvador, ela está parada'. A declaração é do vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e da Madeira da Bahia (Sintracom - BA), Raimundo Brito.
Os trabalhadores da construção civil entraram em greve nesta quinta-feira, 12. O movimento atinge a maioria dos 160 canteiros de obras de Salvador e Região Metropolitana (RMS), incluindo os principais: Alphaville, onde trabalham cerca de 6.000 operários, Shopping Paralela com 600 trabalhadores e Mundo Plaza, com 400. Na capital baiana, trabalham 40 mil pessoas no setor.
Os trabalhadores da construção reivindicam reajuste unificado de 13% para todo o estado, com piso salarial de R$ 494,94, para ajudante comum; de R$531,10 para ajudante prático e R$ 866,37 para operário qualificado; além de cesta básica no valor de R$ 115 e fim do contrato de experiência, dentre outros benefícios. Os empresários oferecem reajuste de 5%.
Na última terça-feira (9), o Sintracom se reuniu com os empresários do setor, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, mas sem sucesso nas negociações'. O diretor do sindicato Sinduscon-BA, Erisvaldo Pereira, diz que a categoria não aceitou as propostas e decidiu em assembleia pela greve.Os empresários ainda estão definindo uma estratégia para lidar com a greve. A categoria segue em passeata da Avenida Garibaldi até o Centro. De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) cerca de 8 mil trabalhadores participam da caminhada, que está travando o trânsito no local.
Portal CTB com A Tarde e Correio
