Trabalhadores rurais participam do 2º Grito da Terra Sergipe
| Trabalhadores tomaram as ruas da cidade |
Movidos a muito forró pé-de-serra, trabalhadores e
trabalhadoras rurais de Carira, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana,
Itabi e outros municípios serginapos saíram da Praça do Cemitério Santa
Izabel e se estenderam até a Praça Fausto Cardoso, no centro da capital.
Dentre as várias reivindicações estão a realização de
uma
reforma justa e igualitária, o combate ao êxodo rural a partir das
políticas públicas que acolham os interesse da juventude, com ênfase na
educação e no crédito. Joseiza Nascimento, trabalhadora rural, acrecita
na contribuição de todos os trabalhadores envolvidos. “Se a gente vem
aqui é em busca de resolver nossos problemas e mostrar nossos direitos”,
conta.
Edval Goes,
presidente da CTB
Necessidades dos trabalhadores
Segundo Lúcio Márcio, coordenador de Jovens e um dos
diretores da FETASE, a Secretaria de Agricultura ainda não atende as
necessidades e as expectativas dos trabalhadores rurais. “Essa passeata
mostra também a necessidade de criação da Secretaria Estadual da
Agricultura Familiar para fortalecermos a participação do homem e da
mulher do campo nas políticas públicas”, afirma.
De acordo o assessor de comunicação da Secretaria de
Estado da Agricultura e do
Desenvolvimento Agrário , Luduvice José, o órgão vem desenvolmento
mudanças significativas para a agricultura sergipana. “Nós estamos
estreitando nossa relação com a FETASE, e acreditamos que o Governo tem
realizado um empenho muito forte na questão agrícola no Estado”,
declara.
Lúcio Márcio,
coordenador de Jovens e um dos diretores da FETASE
Além do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais (STTR’s), a caminhada também contou com o apoio da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Apoiamos a iniciativa
desde o I Grito da Terra Sergipe, e continuaremos a atuar junto com
todos os trabalhadores rurais do Estado para a luta pela implementação
das políticas públicas para a agricultura”, afirma Edval Goes,
presidente da CTB.
Por Victor Hugo e Carla Sousa, da Infonet
