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Trabalho escravo no Brasil pode atingir 40 mil pessoas

De acordo como o Ministério do Trabalho e Emprego, as operações do grupo móvel de fiscalização para erradicação do trabalho escravo resgatou em 2009 um total de 3.571 pessoas escravizadas, em 141 operações. Foram inspecionados pelo grupo 324 estabelecimentos. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que acompanha a situação fundiária do país, o número de trabalhadores escravos no campo pode chegar a cerca de 40 mil pessoas.

Diferentemente de anos anteriores, quando as Regiões Norte e Centro-Oeste lideraram o ranking de casos comprovados pelo ministério, em 2009 os estados do Rio de Janeiro (com 521 libertos), de Pernambuco (419) e de Minas Gerais (364) ficaram à frente. Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), porém, aponta os estados do Pará e do Mato Grosso como os que têm maior incidência dessa prática criminosa.

Em 2006, a OIT estimou em 25 mil o número de trabalhadores escravos no Brasil. Na América Latina e no Caribe, esse número chegaria a 1,32 milhão. A entidade, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), coordena globalmente os esforços para erradicar o trabalho escravo. No mundo, segundo a OIT, há cerca de 12,3 milhões de pessoas escravizadas. Destas, 2,4 milhões de seres humanos teriam sido traficados com esse propósito, 9,8 milhões são explorados por agentes privados e 2,5 milhões são forçados a trabalhar por Estados ou por grupos rebeldes.

O lucro anual com o tráfico de seres humanos para trabalhos forçados chegaria a US$ 31,6 bilhões, também de acordo com a OIT.

Em 1995, o Brasil reconheceu oficialmente a existência, no país, de trabalho escravo, e desde então tem assinado acordos de cooperação com a OIT e realizado esforços no sentido de debelá-lo. No ano passado, a OIT elogiou os esforços do Brasil contra a prática criminosa.

Agência Senado
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