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Vendas reais da indústria sobem 9% no ano, apura CNI

As vendas reais da indústria brasileira avançaram 0,2% em julho ante um mês antes, pelo critério dessazonalizado. Na série sem ajuste, o aumento foi de 3,2%, informou a Confederação Nacional da Indústria (veja gráfico ao final do texto).Ante julho de 2007, as vendas reais expandiram-se 13,2%. Nos sete primeiros meses deste ano, houve crescimento de 9% perante igual intervalo do calendário anterior.

Em relatório, os economistas da CNI destacam que os dados de julho confirmam a "forte trajetória de expansão" da atividade industrial. A evolução neste ano é mais intensa do que a vista de janeiro a julho de 2007, quando o faturamento cresceu 5,3% sobre igual período de 2006. Sublinham ainda que, em 2008, apenas em março e abril houve retração nas vendas.

Aumento de horas e emprego

As horas trabalhadas na produção da indústria nacional subiram 0,5% em julho no confronto com o mês anterior, pelo critério dessazonalizado, e 2,7% sem ajuste sazonal, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI).Na comparação com julho de 2007, foi observada elevação de 7,2% nas horas trabalhadas na produção. No ano, o avanço correspondeu a 6,1%.

Segundo a CNI, as horas trabalhadas - que são um indicador de produção - vêm crescendo há 12 meses seguidos, o período mais longo de elevação desde 2003.

Por sua vez, o nível de emprego na indústria de transformação expandiu-se em 0,6% de junho para julho, no indicador com e sem ajuste sazonal. Considerando-se o índice dessazonalizado, o número de trabalhadores vem aumentando há 32 meses consecutivos. Ante julho de 2007, o aumento no emprego foi de 4,4%.
Nos sete primeiros meses do ano ano, o crescimento do nível de emprego equivaleu a 4,4% e 15 dos 19 setores pesquisados pela CNI registraram mais contratações do que demissões.

Já a massa salarial real da indústria de transformação cresceu 3,5% no mês em julho, depois de recuar 0,7% em junho. Com relação ao mesmo mês do ano passado, a entidade apurou elevação de 5,7%.

No acumulado de 2008, a alta foi de 5,6%. Nesse intervalo, segundo a CNI, três setores registraram aumento de dois dígitos na remuneração dos empregados: outros equipamentos de transporte (15,6%), veículos automotores (11,8%) e máquinas e equipamentos (11,7%).
Capacidade instalada
O nível de utilização da capacidade da indústria (UCI) brasileira situou-se em 83,5% em julho em termos dessazonalizados ante os 83,3% registrados em junho. Em julho de 2007, ficou em 82,5%. Os dados fazem parte da pesquisa Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada hoje.
Sem ajustes sazonais, o indicador da CNI apontou uso de 83,9% da capacidade instalada da indústria de transformação nacional em julho, acima da marca de 83,1% verificada em junho de 2008. No sétimo mês do exercício passado, estava em 82,5%.
Segundo relatório da entidade, o patamar de 83,5% encontrado no indicador dessazonalizado é o mais alto da série histórica iniciada em 2003. A CNI explica que a elevação no uso da capacidade "ocorre de forma moderada frente a uma expansão muito intensa das horas trabalhadas e do emprego". Isso sinaliza que "a indústria está em processo de ampliação do parque fabril, de forma a continuar a atender a expansão da demanda".

Os técnicos destacam que há maior uso da capacidade instalada nos setores de metalurgia básica (94,8%), veículos automotores (90,3%) e refino e álcool (94,4%).

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