Que projeto interessa aos trabalhadores brasileiros?
No próximo domingo, 31, mais de 130 milhões de brasileiros devem ir às urnas para exercer a democracia, elegendo em segundo turno o nome que presidirá os rumos do nosso país nos próximos quatros anos. No último dia 03, haviam sido eleitos deputados estaduais, federais e senadores, além de muitos governadores, já em primeiro turno.
Trabalhadores - Segundo o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), foram eleitos um pouco mais de 60 representantes de trabalhadores, enquanto os empresários emplacaram mais de 160 parlamentares entre deputados federais e senadores. Esses números mostram o quanto as categorias populares terão dificuldades para ver seus anseios atendidos e ampliados no Congresso Nacional. Temas como, a redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, reforma agrária entre outros, têm que ser trazidos novamente à baila.
Projetos Distintos - A categoria bancária - especialmente nos bancos públicos federais - vivenciou dois momentos bastante distintos nos últimos 15 anos. Aquele compreendido entre 1995 e 2002, que foi o tempo da perda de direitos e de postos de trabalho, de sucateamento e preparação para a privatização. Afinal, quantos não acompanharam os vários casos de suicídio de bancários, fruto do fantasma do desemprego ocasionado à época?
Ali, tínhamos o auge da nefasta política neoliberal e entreguista emoldurada pelos “Fernandos”. Iniciada pelo Collor de Melo e estabelecida pelo Henrique Cardoso.
Esse mesmo projeto é agora ressuscitado pelo demo/tucanato, ora representado pela dupla José Serra/Índio da Costa.
De outra parte encontramos o projeto de continuidade do governo Lula, defendido por Dilma Roussef. E é esse projeto que, avalio, os trabalhadores precisam consolidar. Temos um país que cresce há oito anos seguidos, distribui renda, gera empregos, valoriza o salário mínimo, controla a inflação e principalmente, desenvolve importantes políticas sociais.
Para nós trabalhadores bancários, muito ainda precisar ser conquistado, e a luta deve ser permanente e contínua. No entanto, não podemos deixar de reconhecer os avanços até agora conseguidos. Dessa maneira, temos convicção que a categoria saberá distinguir os dois projetos que se apresentam, e apoiará de forma maciça e efetiva aquele que vai garantir que o Brasil vai seguir mudando.
* Carlos Alberto Rodrigues Bezerra é presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região.
