Trabalhadores de todos o Brasil, uni-vos
Estamos a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial e como elementos conscientes não podemos nos furtar de participar do debate eleitoral e buscar influenciar na tomada de decisão do voto. Em primeiro lugar analisando a situação da categoria bancária, precisamos avaliar que é necessário fazer um paralelo entre os governos do PSDB e do PT (comparação que a turma de Serra foge como o diabo da cruz). Enquanto nos oitos anos de FHC/Serra os reajustes salariais nos bancos privados chegaram a 72,20% (inflação de 76,65%), uma perda de 4,45%, no governo Lula/Dilma, o reajuste foi de 66,05% (inflação de 54,01%), um ganho de 12,04%. Nos bancos públicos, o reajuste com FHC foi de apenas 34,50%, uma perda de 49,71%, já no governo LULA, o aumento foi de 67,60% (Caixa), para um índice inflacionário de 54,11%, perfazendo um acumulado de 13,49% em ganho real.
Além disso, não podemos nos esquecer dos cinco anos de reajuste zero nos bancos públicos durante o governo tucano, sem falar nas ameaças e demissões imotivadas, nos planos de demissões "voluntárias", nos planos de aposentadorias "incentivadas", do não pagamento de horas extras, do desrespeito ao direito de greve, da perseguição ao movimento sindical, da discriminação entre os pós e pré-98 (falta de isonomia), das privatizações, do desemprego, etc.
Os ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários foram notáveis. Vinculado ao neoliberalismo, o governo PSDB/DEM defendeu a supremacia do negociado sobre o legislado, noutras palavras, o fim de todos os direitos garantidos na CLT. Diga-se de passagem, que tal projeto chegou a ser aprovado pela Câmara dos Deputados no final do mandato de FHC e arquivado pelo presidente Lula. Lembramos também que o famigerado Fator Previdenciário foi criado na era FHC/Serra. Sem falar nos projetos que facilitavam a contratação de trabalhadores terceirizados, o que significa mais degradação das condições de trabalho.
Comparando a atuação de Lula, FHC e Serra como deputados constituintes pasmem: de acordo com os critérios do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), que levou em consideração o posicionamento dos parlamentares diante de temas relevantes de natureza trabalhista e do desenvolvimento nacional, enquanto o então deputado Lula obteve nota 10, FHC ficou com 5 e Serra 3,75.
Diante do quadro, não existe outra alternativa a não ser participarmos da mobilização pela eleição de Dilma Presidente. São alguns dias para lutarmos ou caso contrário, quatro anos para nos arrependermos.
*JORGE BARBOSA DE JESUS - Presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
