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Proposta do BB na ação sobre extinção da função de caixa é insuficiente

Acabou sem avanços a audiência de conciliação entre o Banco do Brasil e a Contraf na ação judicial que trata da extinção da função de caixa. A entidade representativa dos bancários conseguiu uma liminar em 2021, que impede a extinção da função, mas o banco continua tentando avançar com este projeto.

Na audiência realizada na 16ª Vara do Trabalho de Brasília, na última sexta-feira (10/11), a juíza responsável pelo caso indicou que para conciliação, o BB deveria apresentar uma proposta de incorporação da gratificação aos caixas que exercem a função há mais de 10 anos, tendo como marco temporal a Reforma Trabalhista de novembro de 2017. Para os demais caixas, que exercem a função há menos de 10 anos, teria que haver proposta de transição de carreira que, nas palavras da juíza, protegesse também esses funcionários.

O banco não apresentou uma proposta que protegesse os trabalhadores e ainda disse que não é possível a incorporação da gratificação de caixas. E, diante de muita discussão com os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras, afirmou que poderia se comprometer com esforços de recolocação dos empregados que atuam como caixas, além de garantir a gratificação por 18 meses, e não mais por 12 meses (como havia apresentado anteriormente).

Como a resposta do banco foi insatisfatória aos trabalhadores, considerando especialmente a questão de não avanço em relação à incorporação definitiva da gratificação de caixa para aqueles que a recebem há mais de dez anos, a juíza encerrou a audiência.

O próximo passo será o julgamento, em data que ainda será marcada, quando a magistrada irá proferir a sentença sobre o caso.

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