Desafios dos Povos do Sul
Entre os dias 12 e 15 de dezembro acontece a Cúpula dos Povos do Sul na capital soteropolitana. O evento deve propiciar maior protagonismo aos movimentos sociais da América Latina. Nesses dias de intensos debates reuniremos as mais diversas cores, raças e credos. As entidades devem se apropriar do ambiente político empreendendo esforços na construção de uma nova perspectiva social. Contudo, devemos intervir na elaboração de uma plataforma capaz de influenciar nas decisões e destinos essências para a implementação de projetos que encontre soluções para os problemas que afligem o nosso povo.
Os movimentos sociais da AL terão a oportunidade, com essa mobilização, de buscar intervir diretamente nas decisões que tomarão chefes de Estados de mais de 30 países. Estarão em debate, nos eventos oficiais com representantes de governos do MERCOSUL, América Latina, Caribe e México, pontos importantes como saídas para enfrentar a crise econômica mundial, os problemas ligados a fome e o combate a desigualdade social, o papel estratégico da matéria energética, preservação do meio ambiente, entre tantos outros.
Para responder estas questões as organizações sociais, de forma unitária, devem pautar as suas intenções com o foco nas alternativas que apresentem saídas enérgicas para o combate a crise, sobretudo, salvaguardando a manutenção de diretos e conquistas da classe trabalhadora. Criar condições objetivas para melhor à qualidade de vida do nosso povo e as diferenças sociais. Para os governantes este conjunto de ações e necessidades devem ser vistos como condicionantes e necessidade histórica de enfrentamento ao neoliberalismo, as mazelas do capitalismo e seu caráter excludente.
É nesse universo que precisamos enxergar como estratégia a edificação de um processo alternativo de poder político que tenha como centro a valorização do trabalho, a equidade entre os povos. Promover uma verdadeira efervescência política acerca da integração que aponte para na intensidade de pavimentação de um vigoroso projeto de desenvolvimento econômico, social, político e soberano.
Adilson Araújo
Presidente da CTB Bahia.

