Itaú fecha agência e prejuidca atendimento em Feira de Santana
O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, realizou uma manifestação nesta quinta-feira (30/3), no Banco do Itaú, agência Presidente Dutra contra o fechamento da agência, que encerra suas atividades nesta sexta-feira, 31 de março. O fechamento da agência gera apreensão entre os trabalhadores e piora o acesso aos serviços bancários.
Quando fecha agências, o banco sobrecarrega ainda mais seus funcionários e funcionárias que, mesmo realocados em outras unidades, têm que lidar com um fluxo maior de atendimento. Com isso, aumentam também as filas e o tempo de espera para as pessoas que utilizam os serviços bancários.

Eritan Machado, presidente do Sindicato, cobrou responsabilidade social do banco. “Com um lucro de R$ 30 bilhões em 2022, é injustificável a prática do Itaú. O Sindicato quer o reconhecimento dos esforços diários dos trabalhadores no cumprimento de metas e na busca para fornecer atendimento de qualidade à população. Chega de precarização das condições de trabalho. Pare de fechar agências, Itaú! Estamos mobilizados para assegurar melhores condições de trabalho e defender o emprego da categoria. Chega de redução de postos de atendimentos, os bancos estão expulsando cada vez mais os clientes, mandando para correspondente bancário, autoatendimento ou internet ”, destacou.
Os juros cobrados pelos bancos e instituições financeiras atingiram o maior patamar desde 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central na última quarta-feira (29/03). A taxa média no crédito livre passou de 43,5% ao ano, em janeiro, para 44,2% ao ano, em fevereiro, o que representa um aumento de 0,7 ponto percentual.
O Itaú, um dos bancos campeões em demissões e fechamento de agências, se manteve no topo do ranking das marcas brasileiras mais valiosas. A empresa, que teve valorização de 9%, para R$ 44,4 bilhões, lidera a lista feita pela Interbrand desde 2001.
Enquanto vale muito para o mercado, o Itaú castiga os trabalhadores e os clientes. No ano passado, 239 agências foram fechadas, com 1.971 trabalhadores envolvidos. Do total de empregados, 74% foram realocados, 8% pediram demissão ou aderiram ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) e 18% foram demitidos. Em 2023, já são 106 unidades encerradas, que envolveram 1.330 funcionários.
É importante ressaltar que os juros no Brasil ainda estão entre os mais altos do mundo, o que afeta a competitividade da economia brasileira, principalmente em relação a outros países. Por isso, o movimento sindical cobra que o Banco Central reduza a Selic, para deixar as taxas mais razoáveis e acessíveis para a população e as empresas.
“Estamos aqui hoje para protestar contra o fechamento de agências e defender o atendimento presencial para clientes e usuários do sistema financeiro e claro, a defesa dos empregos. O fechamento sobrecarrega ainda mais os funcionários e, consequentemente, aumenta o índice de adoecimento”, disse a vice-presidente, Sandra Freitas.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Feira de Santana.

