Mobilização pelo combate à violência contra a mulher

Nesta sexta-feira, 25 de novembro, é o Dia do Combate à Violência contra a Mulher. Mas, as brasileiras não têm muito o que comemorar. A cada 10 minutos o corpo de uma mulher ou de uma menina é violado e a cada sete horas ocorre um feminicídio no país. Os dados sobre violência de gênero divulgados neste ano pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) são preocupantes.
Diante disso, a importância da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” que, teve início em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e termina em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos no Brasil. Internacionalmente, são 16 dias de ativismo e começam nesta sexta-feira (25/11).
Houve grande retrocesso nas políticas públicas criadas para enfrentar a violência de gênero nos últimos quatro anos. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sinalizou que até julho de 2022 havia mais de 31 mil denúncias de violência doméstica ou familiar contra as mulheres. Mesmo que cerca de 70% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil nunca passaram pela rede de proteção.
Além disso, o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) mostra que corte de verbas deste ano para o combate à violência contra as mulheres foi de 33%, apesar de possuir orçamento. Já a pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que em 2020 o governo Bolsonaro executou apenas 25% do orçamento para o Ligue 180, serviço de utilidade pública de enfrentamento à violência contra a mulher.

