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Campanha Salarial 2026

Fenaban promete apresentar uma proposta global no dia 28

Ao final da terceira rodada de negociações da Campanha Salarial 2012, realizada nesta quarta-feira (22), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários defendeu as reivindicações sobre remuneração da pauta geral da categoria. Após debates, os bancos informaram que apresentarão na próxima terça-feira, dia 28, às 10h, uma proposta global para as demandas dos bancários. "Será um presente para o Dia dos Bancários", disseram os banqueiros. O diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, participou da reunião de negociação.

Crédito: Jailton Garcia
Jailton Garcia
Veja como foi a negociação desta quarta-feira acerca das principais reivindicações dos bancários sobre remuneração:

Reajuste salarial de 10,25%


O Comando Nacional insistiu que os bancos estão em condições favoráveis para conceder a reposição da inflação mais 5% de aumento real porque no primeiro semestre de 2012 somente as seis maiores instituições tiveram lucro líquido de R$ 25,2 bilhões, apesar das provisões para devedores duvidosos (PDD) desproporcionais à inadimplência.


Segundo o Banco Central, entre junho do ano passado e junho de 2012 a inadimplência cresceu apenas 0,7 pontos percentuais e está em viés de baixa. Mas o Itaú, por exemplo, aumentou o provisionamento em 26,7%, o Bradesco em 33,14%, o BB em 26,58%, o Santander em 36,15% e o HSBC em 63,43%.
Os bancos responderam que a situação do sistema financeiro "não é tão confortável" como em 2011. 

Piso salarial de R$ 2.416,38


Os dirigentes sindicais reafirmaram que o piso salarial dos bancários brasileiros é um dos mais baixos da América do Sul, o que é uma contradição com os bônus milionários dos altos executivos e os lucros dos bancos - entre os mais altos do planeta.


PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos

O Comando defendeu a nova fórmula de distribuição da PLR, em razão das mudanças de critérios frequentes que os bancos fazem nos balanços, e que este ano se somam ao superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos.
Os bancos reconheceram que a atual fórmula é complexa e "diabólica" e que um modelo simples seria melhor, mas salientaram que não pretendem mudar neste momento as atuais regras da PLR.

PCS para todos os bancários


Os representantes dos bancários explicaram tecnicamente a proposta de Plano de Cargos e Salários (PCS), que respeita a política interna de cada empresa, mas estabelece regras claras e transparentes de ascensão profissional e que prevê, entre outras coisas, reajuste anual de 1% em todas as verbas salariais e mais 2% a partir do quinto ano de contratação ou da promoção.
A Fenaban respondeu que todos os bancos têm gestão de carreira e competências e que isso faz parte da política interna de cada instituição, não sendo tema para inclusão na Convenção Coletiva da categoria.

Aumento dos auxílios para R$ 622


A reivindicação da categoria é a elevação para R$ 622 dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
Mas os bancos disseram que não há disposição em manter vínculos com os aposentados, alegando que a convenção coletiva só trata de empregados na ativa.

Parcelamento do adiantamento de férias


O Comando Nacional defendeu o parcelamento em até dez parcelas iguais, a partir do mês subsequente ao do crédito, do adiantamento de férias efetuado pelo banco.
Os bancos disseram que analisarão a reivindicação e darão uma resposta junto com a proposta global que apresentarão no dia 28.

Salário substituto


A reivindicação aprovada na 14ª Conferência Nacional dos Bancários é garantir ao empregado substituto o mesmo salário do substituído, mesmo que seja provisoriamente.
Os bancos negaram a reivindicação, afirmando que a substituição é temporária e encarada pelas instituições como um treinamento e uma oportunidade para o bancário mostrar seu desempenho.


Fonte: Contraf

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