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Fundos mais populares ficam fora de corte de taxas

A redução da taxa de administração dos fundos de renda fixa e DI anunciada pelos bancos neste mês não chegou às carteiras com maiores custos e que concentram grande parte dos cotistas.

Na última semana, Santander, Bradesco e Itaú Unibanco anunciaram cortes das taxas de administração e da aplicação mínima dos fundos. A maior parte das reduções se concentrou nas faixas intermediárias, enquanto os portfólios com taxas mais altas, que pesam na receita de prestação de serviço, permaneceram inalterados. Boa parte dessas carteiras concentra grande número de cotistas, ou, segundo os bancos, têm um custo mais alto para as instituições, como os de curto prazo ou que oferecem prêmios.

Segundo levantamento do Valor, os fundos de curto prazo lideravam a lista das maiores taxas. No Bradesco, o fundo FI Curto Prazo cobrava 6%. No Itaú Unibanco, para essas carteiras, chega a 6%. "A movimentação nesses portfólios é grande e isso traz custo maior", diz Osvaldo Nascimento, diretor-executivo de produtos de investimento e previdência do Itaú. Segundo ele, muitas empresas usam essas aplicações para rentabilizar o capital de giro. Fundos DI e renda fixa atrelados à Selic com taxa acima de 1% perdem da poupança no período de um ano.


Fonte: Valor Econômico

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