Bancários cobram posição da Cassi sobre nova regra da ANS
Os funcionários do Banco do Brasil estão aguardando um posicionamento da Cassi sobre a nova regra anunciada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determina que os planos de saúde não poderão mais limitar o número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. A resolução deve ser publicada no dia 1º de agosto, quando passará a valer.
O fim da limitação no atendimento a esses serviços era uma reivindicação antiga dos bancários, categoria que sofre com a alta incidência de lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares (LER/DORT) e adoecimento mental. O atendimento de psicólogos e fisioterapeutas é essencial para o tratamento destes problemas.
Antes da decisão da ANS, os planos eram obrigados a conceder uma cobertura mínima, que variava de 12 a 18 sessões por ano, podendo chegar a 40 ao ano, dependendo do transtorno tratado. Essa quantidade é insuficiente para a maior parte dos tratamentos que os trabalhadores necessitam.
Segundo dados do INSS, compilados pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), entre 2012 e 2021, doença foi a maior razão de afastamento dos bancários, responsável por 74,3% dos casos, contra 25,7% por acidentes. Os adoecimentos mais comuns registrados foram depressão, ansiedade, estresse e LER/DORT. O Observatório de Saúde do Trabalhador, do Ministério Público do Trabalho, aponta ainda que a incidência de doenças mentais e tendinites entre bancários é de três a quatro vezes maior que a da média da população.

