Caixa apresenta ferramenta que substituirá GDP

Em reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) na quarta-feira (19/7), a direção da Caixa apresentou o novo programa de gestão de pessoas, o “Minha Trajetória”, que será implementado a partir de 1º de agosto. Segundo o banco, o programa vai corrigir os rumos da gestão de pessoas e orientar o desenvolvimento profissional dos empregados.
Os representantes dos empregados reclamaram mais uma vez da falta de negociação prévia sobre o tema, como determina o Acordo Coletiva de Trabalho (ACT). Ressaltaram ainda que o tempo para a implementação do Minha Trajetória é muito curto e que, apesar dos avanços em relação a GDP, ainda é preciso fazer ajustes no programa.
A CEE questionou ainda sobre alguns pontos que não ficaram claros na apresentação feita pelo banco. Entre eles, se haverá penalidades para quem não cumprir os objetivos estabelecidas. Quais os desdobramentos? Por exemplo, pela GDP, o empregado não poderia participar de Processos de Seleção Internas. Como será com esta nova ferramenta? Haverá algum desdobramento?
O banco disse que a nova ferramenta dará mais transparência às avaliações. Que o próprio empregado poderá registrar seus objetivos, que serão posteriormente validados e poderão ser alterados pelo gestor. E, além disso, o gestor fará uma avaliação parcial, que poderá ser vista pelo empregado, para que o mesmo busque a melhoria, ou apresente provas que mostrem que entregou os resultados definidos, ou questões que impediram tal entrega, como problemas no sistema. Entretanto, não existe campo pro empregado poder fazer anotações da sua entrega.
Os dirigentes sindicais apontaram que o programa precisa ter espaço para relatar os problemas, para que o banco possa resolver as questões.
Desenrola
Ao final da reunião, a representação dos trabalhadores questionou o banco sobre a abertura das agências uma hora mais cedo na sexta-feira para atender clientes endividados (Programa Desenrola) e cobrou que haja dotação de recursos para o pagamento de horas-extras. A Caixa confirmou a informação e se comprometeu a pagar as horas-extras.

