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28ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe

GT discute condições de trabalho na Caixa e mudança no RH 184

16.6.23 gt condicoes de trabalho caixa 8743d

O Grupo de trabalho (GT) Sobre Condições de Trabalho na Caixa se reuniu na última sexta-feira (16/6), para dar continuidade aos debates sobre os problemas do dia a dia dos empregados. No encontro, os representantes dos bancários cobraram também uma explicação do banco sobre as mudanças no normativo RH 184, que trata sobre o exercício de função gratificada/cargo em comissão.

A Caixa informou que o objetivo da alteração era acabar com a insegurança psicológica dos empregados que temiam a perda do comissionamento durante licença médica e que a intenção é não descomissionar quem estiver em tratamento de saúde, mesmo após os 180 dias.

Os bancários afirmaram que isso não ficou claro no texto publicado e o banco aceitou rever a redação para dar mais clareza às mudanças realizadas no normativo.

Os dirigentes sindicais lembraram novamente que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) prevê que todas as medidas do banco que afetem os empregados precisam passar pela mesa de negociação antes de ser efetivada.

Negociação

Retomando as discussões do GT, a Caixa apresentou projetos de ações em relação à diversidade e afirmou que os PCDs têm prioridade para as vagas de trabalho em home office, apresentou uma “Carta Compromisso”, assinada por toda a alta direção do banco, pela “Prevenção e combate ao assédio moral, sexual e à discriminação”, mas não trouxe respostas para pendências de reuniões anteriores, como sobre a quantidade de unidades da Caixa com PCDs lotadas e quais funções são ocupadas por este grupamento.

Os representantes dos trabalhadores cobraram também prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filho, ou criança sob guarda judicial de até seis anos, para o teletrabalho, conforme preconiza o art. 75, F da CLT. Ainda com relação às PCDs, os trabalhadores cobram que a Caixa cumpra a lei e garanta jornada reduzida para mães e pais que têm filhos PCDs.

Outra pendência que ficou sem reposta é com relação à quantidade e localidade de empregados afastados para tratamento de saúde e os respectivos códigos de Classificação Internacional de Doença (CIDs). O movimento sindical precisa destas informações para saber como atuar para evitar o adoecimento dos trabalhadores.

Outros pontos

O movimento sindical deixou claro para a Caixa que é contrário ao Programa de Qualidade de Vendas (PQV), que continua penalizando os empregados, que são assediados e pressionados a cumprir metas abusivas. A representação dos trabalhadores também reforçou o pedido de exclusão do programa “Fique bem” do Conquiste.

Também foi solicitado o retorno dos fóruns regionais de condições de trabalho, para que a representação sindical e o banco, pontualmente, debatam e encontrem soluções sobre estrutura física, tecnológica, de pessoas, jornada, entre outros pontos que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades do banco.

Os trabalhadores cobraram também melhoria nos sistemas internos do banco, que são instáveis e acabam gerando o retrabalho e ainda mais estresse para o bancário.

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