Médicos fazem paralisação nesta terça-feira em todo o país
O texto prevê que os médicos que atualmente mantêm jornada de 20
horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que
cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor. A categoria alega
que a MP representa uma redução de 50% na remuneração.
Para a Federação Nacional dos Médicos
(Fenam), a medida provisória interfere na remuneração e desfigura a
jornada de trabalho dos profissionais de saúde. A estimativa da
entidade é que, em todo o país, 42 mil médicos ativos e inativos do
Ministério da Saúde sejam atingidos pelas novas regras, além de 7 mil
do Ministério da Educação.
Também hoje, uma comissão mista do Congresso Nacional deve votar a
admissibilidade da MP 568. O objetivo da categoria é, por meio da
paralisação, pressionar o Parlamento e abrir caminho para a primeira
greve geral de médicos servidores federais no país.
Os protestos, de acordo com a Fenam, serão organizados pelos
sindicatos de cada região. Em São Paulo, por exemplo, serão soltos 5 mil
balões pretos em sinal de luto contra o que a categoria considera uma
tentativa de prejuízos aos atuais servidores e aos aposentados. Haverá
ainda uma assembleia que pode deflagrar greve geral por tempo
indeterminado dos médicos do serviço público federal do estado.
Na Paraíba, os médicos farão uma caminhada e um ato público contra a
MP 568. Os profissionais vão percorrer o trajeto entre a sede Conselho
Regional de Medicina (CRM-PB) e a Lagoa.
No Distrito Federal, durante a paralisação de 24 horas, haverá um
ato público em frente ao Hospital Universitário de Brasília (HUB). O
ponto de encontro será o estacionamento ao lado do alojamento da
residência médica.
No Rio de Janeiro, está previsto ato público em frente ao Hospital
Bom Sucesso, às 10h. No final do dia, às 20h, será feita uma assembleia
geral para definir os rumos do movimento.
No Paraná, além da paralisação, os médicos devem fazer uma
assembleia no Hospital de Clínicas. Eles sairão em passeata até a Praça
Santos Andrade, onde será realizado um ato público em frente ao prédio
histórico da Universidade Federal do Paraná.
Também estão previstas manifestações no Maranhão, em Santa Catarina,
no Rio Grande do Sul, em Sergipe, no Piauí, na Bahia, no Rio Grande do
Norte, no Ceará, no Pará, no Amazonas, no Acre, em Mato Grosso do Sul e
em Pernambuco.
Fonte: Agência Brasil

