Médicos da Bahia decidem paralisar atividades por dois dias
Cerca de 4 mil médicos empregados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) decidiram suspender os atendimentos eletivos em toda a rede hospitalar do estado, nestas terça e quarta-feira (5 e 6 de junho).
De acordo com o Sindicado dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), a paralisação de dois dias é resultado da insatisfação da classe quanto à proposta do governo em rodada de negociação realizada na última quarta-feira (30).
Na ocasião, o secretário de saúde da Bahia, Jorge Solla, apresentou os argumentos do governo quanto às reinvidicações dos médicos. Porém, segundo o Sindimed, não houve clareza e prazos definidos.
A categoria alega baixos salários, más condições nos locais de
trabalho, luta para que a Sesab concorde com a gratificação para os
plantões de 12 horas e repudiam a Medida Provisória que tramita no
senado para reduzir a remuneração dos médicos em 50%, medida que também
pretende alterar a carga horária dos profissionais de 20 horas para 40
horas semanais.
Medida Provisória - A medida
Provisória explica que os médicos continuam ganhando o mesmo valor
porque o percentual descontado é transformado em Vantagem Pessoal (VP).
Mas a classe não concorda.
O Sindimed analisa que os benefícios
que receberiam daqui para frente, como por exemplo tempo de serviço e
melhoria da formação acadêmica, serão descontadas dessa vantagem
pessoal.
"O discurso da entidade não é barrar a Medida
Provisória, porque ela tem pontos positivos para outras categorias. Mas
sim suprimir as cláusulas que prejudicam os médicos", explicou a
assessora do Sindimed, Flávia Vasconcelos.
Os médicos farão um
protesto durante o período que estiverem sem trabalhar e pretendem ficar
concentrados em frente à reitoria da Universidade Federal da Bahia
(Ufba), localizada no bairro do Canela, em Salvador. Quanto às
negociações, o Sindimed informou que uma nova assembleia já foi marcada
pela classe, no dia 13 de junho, às 12h.

