Seminário da CTB discute impactos ambientais do capitalismo no Brasil e na América Latina
A CTB promoveu na quinta-feira (21), pela manhã, na Cúpula dos Povos, um importante debate sobre desenvolvimento soberano e sustentabilidade socioambiental.
Coordenada por Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB,
a mesa contou com a participação dos sindicalistas Leonardo Batalla,
dirigente da PIT-CNT (Central Única dos Trabalhadores do Uruguai) José
Miguel Hernandez, dirigente Nacional da CTC (Central dos Trabalhadores
de Cuba), Débora Melecchi, diretora da Fenafar (Federação Nacional dos
Farmacêuticos) e Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB Nacional.
O
objetivo da mesa, promovida no Espaço Pier Mauá, foi divulgar o projeto
de desenvolvimento defendido pela CTB, que inclui valorização do
trabalho e soberania nacional, assim como justiça social.
Integração dos povos
Com o intuito de
reforçar a solidariedade internacional entre os povos, foram convidados
para falar sobre a atual situação enfrentada em seus países, os
sindicalistas do Ururguai e de Cuba, que relataram os problemas
enfrentados no combate ao capitalismo e sua eterna exploração dos
recursos naturais.
Que tipo de desenvolvimento queremos? Esse foi
o questionamento feito pelo ururguaio Batalla, que abordou a situação
do país no que se refere ao problema ambiental e sindical. Batalla
revelou que ainda hojeé extremamente necessário realizar uma reforma de
Estado para aprofundar a democracia do país.
“O caminho para a mudança necessária exige três frentes:
transformação na matriz produtiva do país, definir as medidas para
reduzir o avanço da riqueza e em terceiro, para aprofundação da
democracia”, destacou Batalla.
Na opinião do cubano José Miguel
Hernandez, ainda é evidente a deficiência encontrada pelos
sindicalistas, que ainda notam o movimento diluído na América Latina.
“Porque o sistema imperialista condicionou para que assim fosse. No
entanto, vivemos uma luta válida durante o combate à Alca que nos
permitiu essa articulação. O império percebeu isso, pois não é bobo”,
destacou o dirigente da CTC.
Hernandez também deixou claras as
dificuldades encontradas pelo cubanos no que diz respeito à preservação
ambiental, em razão das mudanças climáticas. Entretanto, reafirmou a
disposição de atuação do povo cubano nesse sentido. “Apesar das
dificuldades que temos, acreditamos nessa luta ambiental e acreditamos
que o tema pode se transformar num aglutinador do movimento classista”.
No
que tanje a preservação ambiental mundial, na opinião do dirigente,
existe uma incompatibilidade com o sistema capitalista, um problema
sistemico. “O sistema capitalismo vive da exploração dos recursos
naturais. Então, não interessa uma mudança desse cenário. Desta forma, o
compromisso de salvar o planeta fica para países pobres”, descatou.
Descarte responsável de medicamentos
“Precisamos
ter consciência do descarte de medimentos vencidos. A população paga
tão caro, que mesmo depois de vencidos, tem resistência em
descartá-los”, destacou a farmacêutica Debóra Melecchi.
A diretora participou do seminário para divulgar a campanha
desenvolvida pela Fenafar, que envolve a conscientização responsável do
descarte de medicamentos vencidos, que não podem ser jogados no lixo ou
na rede de esgoto, sob o risco de contaminar o solo, a água, os animais e
as pessoas. A inciativa tem como pricipal objetivo preservar o meio
ambiente e a vida de pessoas.
A farmacêutica fez uma exposição dos impactos dessa ação para o meio ambiente e como poderia ser facilmente revertida.
Ao
final, dirigentes da CTB todos fizeram intervenções e parabenizam os
organizadores pela promoção do debate, que esclareceu diversas dúvidas.
Cinthia Ribas – Portal CTB

