22ª Conferência aprova aumento real e manutenção dos direitos

Reajuste salarial com correção da inflação mais 5% de aumento real, manutenção do modelo atual de participação nos lucros e resultados (PLR) e das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com as devidas atualizações. Estas foram as principais deliberações da 22ª Conferência Nacional dos Bancários, que reuniu 635 trabalhadores de todo do Brasil nesta sexta e sábado (17 e 18/7), para definir a pauta de reivindicações e as estratégias de luta para a campanha nacional 2020.
Um dos pontos debatidos e incluídos na minuta foi a questão do teletrabalho. A proposta aprovada prevê que a modalidade não pode ser imposta ao trabalhador, que precisa ser anotada na carteira, com garantia de igualdade de remuneração e direitos dos que trabalham de forma presencial, controle da jornada, fornecimento de equipamentos e internet pelos bancos, dentre outras medidas de proteção ao bancário.
A minuta com as reivindicações deve ser apreciada pelos bancários nas assembleias virtuais que os sindicatos de todo o país realizarão nesta segunda e terça-feira, 20 e 21 de julho.
O documento será entregue à Federação Nacional dos Bancos na quinta-feira, 23 de julho, às 14h30.
Slogan e consulta
Durante a Conferência, foi apresentada também a mídia da campanha 2020, que terá como slogan “Na luta com você. Garantir e proteger”, que sintetiza as demandas da categoria neste momento, em que o país enfrenta uma crise sanitária, econômica e política.
Foi apresentado também o resultado da consulta nacional, que foi respondida por 28.193 trabalhadores. A grande maioria apontou como prioridades da campanha o aumento real de salários, manutenção dos direitos, plano de cargos e salários, participação nos lucros e resultados, emprego, saúde e condições de trabalho, combate ao assédio moral e igualdade de oportunidades.
Os bancários apontaram ainda a disposição de participar da campanha conversando com os colegas sobre a pauta de reivindicações, indo a protestos e assembleias, aderindo a paralisações parciais e à greve, em caso de necessidade.
Moções e resoluções
Os delegados e delegadas aprovaram moções em solidariedade aos familiares das vítimas do Covid-19, contra o racismo estrutural e pelo fim da violência policial, de apoio ao meio ambiente, aos povos indígenas e quilombolas, além de duas moções de repúdio ao banco Santander pela sua postura desrespeitosa com os funcionários no Brasil.
Foram aprovadas ainda três resoluções: a primeira em defesa dos bancos públicos e sua importância para o desenvolvimento do país: a segunda defende o engajamento das lideranças nos debates das eleições 2020, com o objetivo de ajudar a eleger prefeitos e vereadores comprometidos com os direitos dos trabalhadores. A terceira defende o “Fora Bolsonaro”.

