Bancários fecham banco Safra em Salvador
O assédio moral e pressão por metas são comuns em todos os bancos. No Safra não é diferente. A organização financeira está tentando comprar a estabilidade dos funcionários doentes, e assim ficar livre para demitir. Uma lei federal impede que a empresa demita o trabalhador que volta de licença por motivo de doença por um período de 12 meses.
Para combater o desrespeito, os diretores do Sindicato da Bahia realizaram uma paralisação de 24 horas nas duas unidades do Safra de Salvador, uma no Comércio e a outra no Iguatemi.
Recentemente, um funcionário de uma agência da capital baiana sofreu com a intransigência. Afastado por doença ocupacional, o trabalhador tinha estabilidade, pela Lei 8213/91, pelo prazo mínimo de 12 meses, podendo renovar.

Mas, pressionado pela direção do banco, retornou ao trabalho sem estar totalmente recuperado. Passada a data de revalidação do documento, os gestores demitiram o bancário que tinha 33 anos de casa. O episódio causou muito desconforto aos empregados que passam por problemas semelhantes.

Os trabalhadores ainda sofrem com outros problemas, como as condições precárias de trabalho. Nas unidades do banco é normal a suspensão do ar-condicionado pela manhã. “Queremos conscientizar os bancários de que a saúde é prioridade. Muitos têm medo de se afastar e ser demitido”, relata o diretor do SBBA, Josias Lopes.
SEEB-BA

