Sindicato da Bahia protesta em defesa do Saúde Caixa
Atrelado a um constante ataque ao direito à saúde, os empregados da Caixa estão adoecendo com tanta pressão para cumprir metas desumanas. Para sobreviver e continuar trabalhando, alguns tomam remédio controlado, porque não aguentam mais receber tanta ligação de cobrança, inclusive, nos fins de semana, para bater objetivos empresariais do banco.

Mas, como 'prêmio' ao árduo trabalho dos bancários, a direção da empresa quer retirar a assistência médica, o Saúde Caixa. As ameaças são reais. Se a resolução 23 da CGPAR for implementada, implode o plano de saúde de todas as estatais. Nesta quinta-feira (29/07), o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe protestaram, no Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Saúde Caixa, na agência do Shopping Piedade, em Salvador.
Na Caixa, o plano é uma das conquistas do Sindicato e resultado de diversas greves e mobilizações ao logo da história. “Estamos percorrendo agências do país inteiro para pedir apoio da população, em defesa do patrimônio do povo. Além de acabar com o convênio médico, o governo Bolsonaro quer se desfazer de áreas estratégicas do banco, como seguros e loterias”, finalizou o presidente do SBBA, Augusto Vasconcelos.

Com muita luta e negociações intensas nas campanhas de 2018 e de 2020, os empregados mantiveram o atual modelo de custeio, com contribuição de 70% pela Caixa e de 30% pelos bancários. No ano passado, o presidente do banco, Pedro Guimarães, deixou 2 mil novos trabalhadores fora do Saúde Caixa, sendo boa parte PCDs. Mas, a mobilização na Campanha Nacional 2020 conseguiu reverter à decisão.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

