Funcionários cobram melhoria no plano de funções do BNB
A Comissão Nacional dos Funcionários se reuniu com a diretoria Administrativa do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) na última sexta-feira (29/10), para debater o plano de funções para agências anunciado pelo banco.
No encontro, o BNB apresentou basicamente o mesmo documento já divulgado para as unidades, esclarecendo algumas questões que foram levantadas pelos representantes dos trabalhadores.
O BNB informou que o impacto na folha de pagamento dos funcionários seria de 1%; que apenas um número reduzido de funcionários comissionados teriam redução da comissão (16 pessoas); que nos casos das mudanças das comissões, estaria assegurado por até 24 meses a remuneração original, caso não aja mudança da função pelo funcionário. Disse também que está revendo a questão da trava existente para o funcionário poder concorrer para outras funções, inclusive para outras superintendências.
Os trabalhadores afetados pela reestruturação terão prioridade nas migrações internas.
Para a representação dos trabalhadores, alguns pontos necessitam ser revistos. Na avaliação do diretor da Federação dos Bancários da Bahia Waldenir Britto, se é positivo o banco manter por 24 meses a comissão para aqueles funcionários que possam a ter perdas na mudança do plano, precisa ser destacado que um número importante de colegas terão redução sim de sua renda total, pois ao reduzir a jornada de trabalho de 8h para 6h, reduziu-se também o valor da comissão e, portanto, a renda do funcionário. Por outro lado, duas questões importantes não foram tratadas no plano apresentado pelo banco: a questão dos níveis de comissões nas agências (como ocorre nas comissões na direção geral do banco) e a não valorização de comissões em cidades menores, o que poderia ser um incentivo para aqueles colegas que trabalham em cidades que apresentam menores opções de estruturas de educação e saúde, por exemplo.
Já o diretor do Sindicato de Sergipe João Wellington, destacou que o plano na forma que foi apresentado irá prejudicar alguns funcionários, principalmente no tocante ao salário e também na concorrência para quem não tem função. Estes pontos precisam ser ajustados.
A diretora do Sindicato da Bahia, Jeane Marques considerou a reestruturação positiva para os gerentes de negócio Pronaf, que há tempos, pleiteiam a equidade junto a outras funções de gerente de negócios, porém é necessário cautela e um acompanhamento dos impactos da migração, que será feita de forma automática. Além disso, o banco anunciou a abertura breve de concorrência para função de Gerente de Negócios.
Os representantes dos bancários ressaltam que continuarão atentos a todas as mudanças para saber se as atividades desenvolvidas nas novas funções serão realmente diversas daquelas das comissões extintas (mudar de nome, de valores e manter as mesmas atividades pode gerar passivo trabalhista). Destacam ainda que, não vão deixar de lutar por melhorias no plano de funções, mas que a luta necessita ser reforçada para o plano de cargos, pois esse é o ponto que pode ser negociado pelos trabalhadores, que não pode ser retirado unilateralmente pelo banco e que não deixa o trabalhador refém do banco, como ocorre com as funções.
Os bancários da Bahia e Sergipe foram representados na reunião pelo diretor da Feebbase Waldenir Britto, a diretora do Sindicato da Bahia Jeane Marques e o diretor do Sindicato de Sergipe João Welligton.

