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Cassi e BB terceirizam atendimento à saúde mental

Sem nenhuma negociação com a representação dos funcionários, o Banco do Brasil e a Cassi anunciaram uma parceria com a Vittude, desenvolvedora de ferramentas de inteligência artificial e atendimento psicológico on-line. A atitude preocupa as entidades sindicais, pois terceiriza o atendimento aos empregados do BB.

Outra preocupação é com o sigilo das informações dos pacientes, uma vez que o serviço não seria realizado pela Cassi e sim, por pessoal terceirizado.

“A parceria sequer foi apresentada ou discutida com as equipes técnicas da Cassi, o que representa risco para a evolução do modelo baseado na Atenção Integral. Foi uma iniciativa do Banco do Brasil que, depois, envolveu a Cassi. Os dirigentes da Cassi acabaram se submetendo, mais uma vez, às decisões do BB, aceitando a contratação sem uma discussão ampla com os próprios associados”, observou Fernanda Carisio, ex-presidenta do conselho deliberativo da Cassi.

Programa Saúde Mental

O Programa Saúde Mental (PSM) da Cassi tem mais de 20 anos e não nasceu por acaso, mas de uma necessidade cada vez maior de atender a demanda de trabalhadores e trabalhadoras do BB. Um estudo recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), abordado no texto “Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”, revelou que, entre 2012 e 2017, os bancos foram responsáveis por 15% dos afastamentos por causas mentais entre todos os setores de atividade econômica. Quando se trata de depressão, a proporção no período aumentou para 16%. O levantamento apontou ainda que, de 2009 a 2013, houve uma elevação de 70,5% dos casos de Transtorno Metal entre os bancários, contra 19,4% nas demais categorias.

As entidades sindicais defendem a ampliação do atendimento psicológico aos bancários, mas com os cuidados necessários para garantir a saúde e a privacidade dos trabalhadores.

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