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Seminário Internacional inicia debates do 4º Congresso Nacional da CTB

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A quinta-feira (24/8) foi de intensos debates no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador, que  sedia o 4° Congresso Nacional da CTB. O evento foi  precedido do  Seminário internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho” que  reuniu lideranças de 26 países para debater a situação da classe trabalhadora diante da crise.

O presidente da  CTB, Adilson Araújo, abriu o Seminário com a defesa enfática da unidade e do fortalecimento de laços de solidariedade entre os países . "Não há saída isolada. O movimento sindical não é uma ilha. Compete às organizações sindicais a capacidade de fortalecer a unidade e laços de solidariedade", disse o dirigente.

Desindustrialização

O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Peter Poschen, abriu a mesa de debates A crise capitalista e os impactos no mundo do trabalho  e criticou as reformas trabalhista,  já aprovada e sancionada no país, e da previdência, ainda em tramitação.

Ele apresentou um detalhado mapeamento da realidade trabalhista e econômica no país e destacou a estagnação da indústria e o aumento da desigualdade de renda simultâneo à elevação da concentração de renda.

"Se fizéssemos um retrato hoje, teríamos um país com forte desindustrialização e PIB em queda", diz Poschen, que finalizou sua participação no evento anunciando que a OIT prepara um amplo documento que repensa o papel da organização "na governança dos direitos da classe trabalhadora" e sistematiza soluções e estratégias para lidar com o futuro do trabalho no mundo.

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Barbárie

A segunda intervenção foi do  assessor da CTB Sérgio Barroso, que fez uma retrospectiva da história da revolução industrial dentro de uma perspectiva marxista e destacou o fato de que a os monopólios, desde a sua origem, ampliaram o emprego mas não diminuíram a pobreza.

Barroso  lembrou que este mês marca os dez anos da deflagração do colapso imobiliário e da falência do banco Lehman Brothers nos EUA, que desencadearam uma das maiores crises econômicas dos últimos tempos do capitalismo mundial.

"Estamos vivendo ainda o colapso do financiamento do capital", disse Barrroso. O dirigente destacou o papel da CTB como uma organização classista. "O sindicalismo da CTB trabalha na perspectiva da mudança, da visão do futuro". E alertou: "A pespectiva que nos apresentam hoje é a barbárie".

A última intervenção da parte da manhã, coube ao  sindicalista português Augusto Praça, da CGTP-IN , que  discutiu o tema A quarta revolução industrial e o futuro do trabalho e o papel da educação no avanço civilizacional. "Só com trabalhadores qualificados e com altos níveis educação teremos um país mais justo e mais igual, mais desenvolvido, mais competitivo e onde os trabalhadores sejam os sujeitos ativos do seu destino", defendeu Praça.

Globalização

O Seminário seguiu na parte da tarde com uma exposição do  panorama social e uma visão política do tema globalização, direitos e democracia com  o cientista social Ronaldo Carmona e o presidente da FSM e diretor da Cosatu, sindicato da África do Sul, Mike Makwayiba.

O líder sul-africano avaliou que com a globalização a soberania dos países e povos é atacada. “Políticas liberais têm sido impostas para suprimir os interesses do imperialismo”, sublinhou ele que exemplificou que apesar de a África ser um continente rico em minerais como ouro e diamante, a maioria da população vive abaixo da linha de pobreza.

Já o cientista social e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Ronaldo Carmona, denunciou o golpe no país e contextualizou a atual conjuntura política com o protagonismo que o Brasil e os governos progressistas e de esquerda exerciam na região.

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