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Comércio fechou 108,7 mil lojas e cortou 182 mil vagas em 2016

O comércio varejista brasileiro teve em 2016 o pior ano da sua história. O setor bateu recordes de fechamento de lojas, de demissões e de queda nas vendas. Entre aberturas e fechamentos, 108,7 mil lojas formais encerraram as atividades no país ano passado e 182 mil trabalhadores foram demitidos.

Tanto na quantidade de lojas desativadas como em vagas fechadas, o ano superou os resultados negativos de 2015. Em dois anos, o comércio encolheu em mais de 200 mil lojas e quase 360 mil empregos diretos.

As informações divulgadas nesta segunda-feira (13/2) foram cedidas pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) com base em dados das empresas informantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O tombo nas vendas até novembro, o último dado disponível do IBGE, foi de 8,8% no ano e de 9,1% em 12 meses para o comércio ampliado, que inclui veículos e materiais de construção. Como o Natal, a principal data para o varejo, foi fraco, a chance de se ter atingido no fechamento do ano um resultado menos pior que obtido até agora é pequena.

Depois dos hipermercados e supermercados, as lojas de artigos de vestuário e calçados foram as que mais sofreram com a crise. Em 2016, 20,5 mil fecharam as portas no País, descontadas as inaugurações.

Para 2017

A tendência para este ano é de estabilização dos números de lojas, empregados e faturamento, ponderando que o primeiro semestre não será fácil. O estudo da CNC aponta que a desaceleração da inflação e queda dos juros jogam a favor do consumo, mas ressalta que o desafio para o varejo voltar a crescer é a retomada do emprego.

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