Bancos demitem e precarizam o atendimento
Ao contrário do que muita gente pensa, o trabalho nos bancos é altamente estressante. Pressão pelo comprimento de metas, pelo atendimento a um grande número de clientes, cobranças pela venda de serviços e assédio moral constante é parte da rotina diária dos bancários. O resultado se expressa em uma categoria com altos índices de doenças ocupacionais e psicológicas, frutos da política de corte de pessoal praticada pelos bancos.
Mesmo com os lucros bilionários, o setor continua demitindo e precarizando as condição de trabalho. De janeiro agosto de 2015, os cinco maiores bancos em atuação no país (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa) fecharam 6.003 postos de trabalho no país, segundo dados do Ministério do Trabalho. Além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta, com a dispensa de funcionários experientes e a contratação de jovens que ganham salários menores.
O reflexo desta política é sentido pelos clientes, que enfrentam longas filas nas agências e são atendidos por trabalhadores estressados e adoecidos.
A luta dos bancários é para mudar esta situação. Entre as principais reivindicações da campanha salarial da categoria estão o fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade, combate às terceirizações e melhoria nas condições de trabalho.
Depois de 11 dias de greve, os bancos não responderam a estas demandas e insistem em oferecer um reajuste de 5,5%, índice bem abaixo da inflação.

