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A eleição para a escolha dos delegados que participarão, com direito a voto, do 8º Congresso Regional dos Bancários continua esta semana. Os diretores do Sindicato estão percorrendo todas as agências das 40 cidades que compõem a base da instituição.
De acordo com o estatuto, apenas os delegados têm poder de voto; os demais bancários participantes terão apenas o direito de voz. Os dirigentes do Sindicato e da Federação Bahia/Sergipe terão direito a voz e voto, independente de eleição.
O Congresso Regional acontecerá entre os dias 18 e 19 de setembro, no Auditório Vermelho do Sindicato. Esta edição tem como tema “Sindicato e a Nova Ordem: sustentabilidade e valorização do trabalho”.
O encontro é democrático e aberto à participação de todos os Trabalhadores do ramo financeiro da nossa base territorial. Será uma oportunidade para avaliar, refletir e planejar as lutas da categoria.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários, Delson Coêlho, é importante que os bancários participem ativamente desse evento. “Nossa categoria sempre foi um exemplo de mobilização e combatividade. Para continuarmos como uma entidade referência na luta dos trabalhadores, precisamos definir, juntos, quais bandeiras são prioritárias em nosso atual contexto sócio/político/econômico e traçar as estratégias de ações”.
Fórum Máximo
O Congresso é o fórum máximo do Sindicato, realizado a cada três anos, que oportuniza aos participantes avaliar a realidade da categoria, definir as ações da instituição e traçar um plano de lutas. Nele serão tratadas questões que interessam diretamente aos bancários, como a realidade da categoria e a campanha salarial, definidas as linhas de atuação do sindicato e elabora os planos de lutas para o próximo triênio (2009/2011).
O 8º Congresso Regional dos Bancários discutirá a questão da sustentabilidade e a valorização do trabalho. As novas configurações sociais do trabalho então embutidas dentro do debate por uma nova sociedade mais justa, fraterna e solidária.
Pretende-se com o encontro fomentar o debate em determinadas áreas – como saúde, comunicação, cultura, igualdade social e de gênero -, criando perspectivas de atuações do Sindicato nessas áreas. O Piquete Bancário antecipa essas discussões em seu espaço. Reflita!
Depoimentos
Maria Eneide Lima,diretora de Saúde do SEEB / Conquista e Região
Pensar a saúde do trabalhador dentro de uma nova ordem social necessita de uma visão macro. Não basta apenas pontuar ações que precisam ser adotadas para se ter um ambiente de trabalho saudável – como móveis e equipamentos capazes de trazer conforto e bem estar, fim de metas abusivas e assédio moral, relacionamento cordial entre os vários níveis hierárquico, etc.. Infelizmente, o que percebemos nos ambientes de trabalho ainda é o desrespeito por parte dos patrões com as regras de segurança necessária.
A mentalidade do lucro a qualquer custo, sugando o máximo da força produtiva do empregado prevalece. Quando não ocorre a exploração física, há a mental, com cobranças desnecessárias.
A saúde do trabalhador deve ser pensada de forma integrada, desde sua casa. É preciso que se invista na qualidade de vida da população, fazendo o trabalho de prevenção, com saneamento básico, pavimentação das ruas, moradias dignas... É comprovado que o investimento nessas áreas melhora, consideravelmente, a saúde dos cidadãos.
Alem disso, precisamos debater a responsabilidade de cada um na preservação do meio ambiente, um tema importantíssimo que precisa ser incorporado por todos se quisermos pensar numa sociedade futura. Hoje, já conseguimos sentir os reflexos de nossas ações predatórias: a natureza se rebela contra nós, por conta de nossa própria irresponsabilidade.
Então, a saúde reflete a qualidade de vida que a pessoa possui, seja no trabalho ou em seu ambiente familiar.
Eduardo Moraes, diretor de Imprensa do SEEB / Conquista e Região
Em um mundo cada vez mais globalizado, onde a disputa ideológica ganha feições de uma verdadeira guerra, as grandes redes de comunicação partem para ataques virulentos em busca de ganhar a opinião pública para a sua concepção de mundo. As empresas estão sedentas em conquistar as cabeças dos seus trabalhadores, para que se coloquem única e exclusivamente a serviço das suas concepções de mercado, de geração de lucros a qualquer custo.
Em contraposição à grande imprensa, está a mídia alternativa desenvolvida por organizações sem fins lucrativos, como os sindicatos, mostrando o outro lado da moeda, dando voz a grande parcela de excluídos da imprensa de mercado. A mídia alternativa exerce um importante papel no avanço pela democratização da comunicação.
Na atualidade, a comunicação é o principal instrumento de sociabilidade. Enquanto organização sindical, trabalhamos para ampliar os canais com a nossa base e os demais setores da sociedade. Nesse sentido, nós não medimos esforços para que a nossa imprensa, mesmo pequena, cumpra um papel de vanguarda, alimentando o fluxo comunicacional bilateral, ou seja, levando informações para a nossa audiência e recebendo retorno dela.
Entendo que, dentro dessa nova ordem, o papel da imprensa sindical - enquanto fomentadora de um Brasil livre, soberano e de uma sociedade justa - está em ser um canal propagador de um mundo livre e equilibrado sustentavelmente, fomentando ações que mobilize os cidadãos, fazendo-os acordar da inércia social.
Precisamos fortalecer esses laços, fazendo com que a categoria interaja constantemente com o nosso Sindicato.
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