Bancários continuam em greve em Itabuna e cobram negociação
A greve dos bancários chega
ao 13º dia paralisando mais de 7.000 agências em todo país, apesar de toda
truculência dos banqueiros que não admitem o direito de greve e apelam para
todos os meios, da ameaça de demissão aos malditos interditos proibitórios, e
até mesmo à violência. Está é a demonstração de que a categoria não agüenta mais
os baixos salários e as estressantes condições de trabalho, que vão do assédio
moral a falta de garantia no emprego.A greve tornou-se o único instrumento possível para os trabalhadores reivindicarem normas salariais, além de saúde, segurança, contratações de mais bancários e um melhor atendimento aos clientes.
Contudo, até o momento a FENABAN - Federação Nacional dos Bancos - não se dispôs a negociar de fato, deixando os bancários a esperar, desde a última sexta-feira, por uma nova conversação.
Entendemos que a greve causa transtornos e que o papel dos bancos e dos bancários é prestar um bom serviço à população. Porém, não é justo que, enquanto os bancos auferem lucros bilionários (R$ 19,3 bilhões, no primeiro semestre de 2009, segundo o Banco Central), o piso salarial dos bancários não chegue a R$ 1.000.
Esclarecemos aos nossos amigos clientes e usuários dos serviços bancários que, o Comando Nacional dos Bancários está à disposição da FENABAN e que o nosso desejo é conquistar um justo Acordo Salarial e voltar ao trabalho, cumprindo o nosso dever perante aos clientes e usuários de serviços bancários.
Em Itabuna e Região a paralisação segue forte e atinge bancos públicos e privados.
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE ITABUNA E REGIÃO
FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DA BAHIA E SERGIPE
CTB - CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL

