Comando Nacional e Caixa voltam a negociar no dia 22
Há a expectativa de que a Caixa responda às reivindicações específicas da campanha salarial deste ano, conforme prometeu que faria em reunião ocorrida em 11 de setembro. Até agora, a empresa não sinalizou com qualquer proposta concreta para atender demandas como isonomia entre novos e antigos trabalhadores, segurança, saúde e condições de trabalho, recomposição do poder de compra dos benefícios dos aposentados e questões referentes à Funcef, além da democratização da gestão.
Na rodada que ocorreu em 4 de setembro, a Caixa anunciou ter sido autorizada pelo Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) para contratar 2.200 novos empregados, número bem abaixo do patamar de 100 mil empregados concursados reivindicados pela campanha “Mais Empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil”, lançada pela Fenae/Apcefs e pela Contraf/CUT - Seebs. A pressão por mais bancários deve continuar, até que a reivindicação seja totalmente atendida pela Caixa, pois, atualmente, a empresa dispõe em seu quadro de apenas 82 mil empregados concursados.
De concreto, além da autorização para contratar 2.200 empregados, a Caixa ofereceu aos aposentados a opção de receberem uma indenização pelo fim do direito ao auxílio-alimentação, a ser pago a quem ingressou até 8 de fevereiro de 1995. A proposta não agradou: não contempla a cláusula 35 do acordo coletivo do ano passado e faz distinção entre os bancários que se aposentaram antes e depois de 1995, o que é um absurdo.
A CEE/Caixa avalia que a hora é de intensificar a mobilização de todos os empregados, com o objetivo de pressionar a empresa a atender as justas reivindicações específicas dos trabalhadores.

