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Audiência pública em Itiruçu debate práticas abusivas no sistema bancário

A Câmara Municipal de Itiruçu (CMI) realizou uma audiência pública para debater as práticas abusivas no sistema bancário, na última quinta-feira (19). Estiveram em questão as “vendas casadas”, cobranças indevidas, a aquisição de serviços não requeridos pelo consumidor e demais práticas elencadas pelo artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), além das condições do atendimento da Agência Bancaria de Itiruçu. A autoria do evento foi do vereador Alexandre Maiomone (PCdoB), e nenhuma agência bancária nem financeira compareceu, estando presentes, ao todo, os representantes do Legislativo, Sindicalistas Bancários Regional de Jequié, Sindicalistas da CTB, Sociedade Civil e Organizada.

Dentre a pauta da Audiência, estava: a segurança na Agência local, falta de funcionários para atendimento aos correntistas , implantação das portas giratórias [ Uma indicação do vereador Paulinho (PSB)], melhoramento nos agentes bancários nos comércios locais, caixas com defeitos nos finais de semanas e feriados dentre outras.

A Associação dos Bancários de Jequié, através de seu presidente Marcel Cardim,  explicou as relações do Sistema Público de Escrituração Digital dos bancos. “A margem de lucro que os bancos têm no Brasil é a 2º maior do mundo (35%). Quando colocamos dinheiro na poupança, estamos emprestando, e os bancos nos restituem em 6% ao ano, porém, lucram em 35%. Eles não satisfeitos, cobram taxa de operação, de serviços, e as demais já citadas aqui. A população sofre com os serviços oferecidos”, criticou.

Segundo o que foi abordado pelos sindicalistas, não dá mais para manter a pauta das multas aos bancos porque elas não estão resolvendo a situação. Ele sugeriu uma ação conjunta dos Poderes Legislativo e Executivo Municipais, representantes de órgãos e entidades dos bancários e do consumidor contra esse abuso. “É preciso multá-los por uma, duas ou mais semanas. É preciso obrigá-los a fechar as portas para que sintam no bolso o peso dessa responsabilidade e se for preciso temos força até para fechar as portas da Agência de Itiruçu, soube que o Banco”, sugeriu o presidente regional dos Bancários.

Outro ponto frisado na Assembleia foi com relação a mídia como a grande vilã da situação, por que passa a maior parte das categorias de trabalhadores no País, em especial a dos bancários, que hoje tem sido muito visada por bandidos. O enriquecimento dos banqueiros e a falta de uma maior divulgação da situação por que passa o funcionário de entidades bancárias, principalmente as privadas, foram os vilões de alguns pronunciamentos mais acalorados.

SEEB-Jequié

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