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Brasileiro ainda desconhece opções para fazer portabilidade de dívidas

Muitos brasileiros desconhecem, mas no país existe um serviço capaz de fazer a portabilidade de dívidas. Um mercado regularizado há seis anos e que, segundo especialistas financeiros, poderia ser uma alternativa interessante para o consumidor endividado em tempos de queda de taxa de juros.

Segundo dados do Banco Central (BC), em agosto de 2017, a portabilidade movimentou R$ 1,7 bilhão, com valor médio de R$ 8,2 mil por operação. Isso representa 0,05% dos R$ 3,046 trilhões totais financiados no Brasil em igual período, ou 0,12% se comparado apenas com o montante geral de crédito para pessoa física, que ficou em R$ 1,43 trilhão no mesmo agosto.

Para além do desinteresse das instituições, executivos do mercado apontam também que a maior parte dos clientes ainda não conhece ou sabe o que é e como funciona a portabilidade. "Quando sabem, acabam desistindo porque o processo em si é muito complicado e leva algum tempo", conta uma das fontes.

A portabilidade de dívida cresceu no Banco do Brasil (BB) nos últimos meses, mas o banco oferece essa possibilidade no atendimento direto aos clientes, o que ajuda a derrubar uma das principais barreiras: a falta de informação.

Sem conhecimento, a troca de dívida continua sendo uma das alternativas mais adotadas. As pessoas adquirem um novo empréstimo para quitar todos os outros débitos, que vão desde empréstimos anteriores até contas.

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