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Funcionários do Itaú cobram manutenção do emprego

O diretor de Varejo do Itaú, Marco Bonomi, disse claramente e para quem quisesse ouvir que a estratégia do banco era de fechar 15% das agências físicas nos próximos três anos e 50% em 10 anos, o que significaria corte de 30 mil empregos. A intenção seria transformar as agências em unidades digitais.

Agora, em reunião nesta quarta-feira (24/09) com a COE (Comissão de Organização dos Empregados), a direção da empresa diz que a declaração foi mal interpretada pela imprensa. Difícil de acreditar.

"Vamos aguardar que a palavra seja cumprida. Não dá para acreditar no Itaú, que está na ofensiva para o fechamento de postos de trabalho", afirma o diretor da Federação da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto.

Segundo a empresa, não há cronograma para substituir unidades físicas por digitais. Os bancários acompanham o processo de perto. O banco não pode continuar com as demissões. Até porque lucra alto, foi R$ 11,9 bilhões só no primeiro semestre de 2015.

Os trabalhadores entregaram também a pauta com o aumento de 23,5% no PCR (Programa Complementar de Remuneração), para chegar a R$ 5.100,55, e auxílio-educação de R$ 393,50. O banco apenas ficou de avaliar.

Demissões por justa causa - As denúncias de demissão no Itaú são frequentes e os sindicatos estão de olho nas manobras para reduzir postos de trabalho. De junho de 2014 a junho de 2015, foram extintos 2.392 postos e o número tem crescido com a estratégia da empresa de demitir por justa causa baseado em uma norma interna subjetiva em vários pontos chamada de RP 29.

Por essa razão, os representantes bancários aproveitaram a reunião de quarta-feira (24/09) para exigir respeito. Os relatos são de que os trabalhadores têm sido coagidos a assinar papéis usados contra eles na hora da demissão. O Itaú apenas ouviu as demandas. Absurdo.

SEEB-BA

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