Manifestação no BC protesta contra alta da inflação e aumento dos juros

Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne para decidir se a taxa Selic sofrerá alguma mudança ou não. A inflação acumulada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses chegou a 6,59% em março, maior índice desde novembro de 2011, quando a taxa ficou em 6,64%. Os responsáveis desta vez para o aumento da inflação são os alimentos. O trabalhador assalariado já compromete mais de 40% da sua renda com alimentação.

Manifestação - Para animar o protesto promovido pelos trabalhadores, os repentistas Riso do Norte e Zé Rodrigues cantavam versos com críticas à inflação e ao possível aumento da taxa de juros, como: "Vamos abaixar os juros e criar mais empregos"; "Desemprego para o povo e os juros só aumentando"; "E a tal da inflação mora no supermercado".

Nos discursos, vários representantes das entidades sindicais presentes denunciavam o aumento da inflação e das taxas de juros e reivindicavam do Governo Dilma uma política econômica que favoreça a criação do emprego e o crescimento econômico. "Os trabalhadores compreendem que o remédio para a inflação não pode ser em hipótese alguma o aumento das taxas de juros, pois favorece apenas a especulação e os rentistas de plantão. A presidente Dilma precisa reduzir os juros, gerar mais empregos e investir na infraestrutura, que são bases de um novo modelo de desenvolvimento econômico", avaliou Adilson Araújo, presidente da CTB-BA.

"Não há menor possibilidade de aceitarmos o aumento da taxa de juros. Com os juros elevados perdem os trabalhadores e ganham os banqueiros", concluiu Hermelino Neto, diretor da FEEB. A CTB defende que o combate à inflação não pode ser feito com a elevação da taxa de juros, sob o risco de gerar desemprego entre os trabalhadores.

