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Segundo Dieese, bancos lucraram R$ 60,3 bi em 2014 enquanto aumentaram as demissões

Segundo números da 7ª edição do estudo Desempenho dos Bancos, produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) - Rede Bancários, mesmo com a redução do ritmo de crescimento da economia em 2014, os bancos continuaram aumentando os seus lucros. No ano passado, as cinco maiores instituições financeiras obtiveram lucro líquido de, aproximadamente, R$ 60,3 bilhões, crescimento de 18,5% na comparação com o ano anterior. Esta rentabilidade mantém o setor financeiro entre os mais rentáveis da economia nacional e mundial.

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O maior lucro líquido foi do Itaú Unibanco, de R$ 20,6 bilhões. Esse resultado representou incremento de 30,2% em relação a 2013. O Bradesco teve o segundo maior lucro e a segunda maior variação de lucro no período. Com crescimento de 25,9%, em 12 meses, o banco alcançou lucro líquido de R$ 15,4 bilhões, o maior da história da instituição. O Banco do Brasil lucrou R$ 11,3 bilhões, crescimento de 9,6% em 12 meses. Na Caixa, o lucro líquido atingiu R$ 7,1 bilhões, com alta de 5,5% em relação a 2013. Já o Santander apresentou pequeno crescimento no lucro líquido em 2014 (1,8%), que atingiu R$ 5,9 bilhões.

Demissões – Para o DIEESE, os bancos privados continuaram com a estratégia de cobrir as despesas de pessoal com o crescimento das receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias. O pior que isto ocorreu também com demissões e redução de custos nas contratações. Em média, as receitas com a prestação de serviços e tarifas bancárias aumentaram 10,9%, entre 2013 e 2014, e somaram mais de R$ 104 bilhões.

Enquanto os bancos aumentam os seus lucros, crescem as demissões e pioram as condições de trabalho, de segurança e da saúde do trabalhador. O número de trabalhadores em quatro dos cinco maiores bancos do país segue em queda desde meados de 2012.

Entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014, o total de empregados nas cinco instituições passou de 456.220 para 451.116. Foram extintos 5.104 postos de trabalho no período. Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil reduziram os quadros de funcionários em 8.390 postos de trabalho. O resultado só não foi pior porque foram abertos 3.286 novos postos na Caixa (elevação de 3,3%).

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