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Comando debate com Fenaban não discriminação da atividade sindical

O Comando Nacional dos Bancários retomou na tarde da última sexta-feira (15) a mesa de negociação de igualdade de oportunidade com Fenaban. O foco foi a reivindicação que trata da não discriminação dos dirigentes e delegados sindicais. Os bancários denunciaram o tratamento discriminatório que sindicalistas recebem das instituições financeiras.

Aos dirigentes é negado o acesso ao sistema de informações do banco, não podem participar dos programas de formação e qualificação profissional e nem mesmo dos concursos internos, disponibilizados a todos os funcionários. Além disso, os dirigentes não liberados enfrentam situação de isolamento nos locais de trabalho.

Crédito: Jailton Garcia/Contraf
Jailton Garcia/Contraf-CUT
Há casos de gerentes que ao participarem do movimento sindical passam a enfrentar restrições ao acesso aos clientes, às linhas e programas de negócios dos bancos. Além de terem suas liberações negadas, muitos são colocados em situação de isolamento. Outro exemplo é o caso de retorno de dirigentes ao local de trabalho pós-término do mandato sindical e perdem suas funções e comissões. Além disso, dirigentes liberados e não liberados possuem suas carreiras profissionais estacionadas. Os representantes da Fenaban afirmaram que farão um levantamento interno sobre as questões expostas. O debate deve ser retomado em data a ser marcada.

Seminários temáticos

O Comando sugeriu a retomada da realização dos seminários temáticos e propôs como tema emprego e remuneração na categoria. Os bancos sinalizaram a retomado dos encontros, mas os temas ainda serão discutidos.

Reivindicação

A proposta que diz respeito à não discriminação dos dirigentes sindicais faz parte da minuta de reivindicação da Campanha Nacional dos Bancários de 2012.

Confira:

ARTIGO 62 - PROMOÇÃO DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES PARA TODOS E TODAS - Parágrafo 2º - As empresas deverão garantir a não discriminação dos empregados eleitos para o exercício do mandato sindical ou delegados sindicais, garantindo-lhes os mesmos direitos dos empregados da ativa quanto a: promoções, acesso às informações, remuneração, curso, etc.

A reivindicação foi incluída na minuta em razão das crescentes reclamações de dirigentes sindicais sobre o tratamento discriminatório que recebem das instituições financeiras.


Fonte: Contraf

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