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Setor bancário cria 9.048 novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2010

No primeiro semestre de 2010, o total de trabalhadores admitidos no setor bancário no Brasil foi de 27.309, enquanto os desligamentos somaram 18.261. Com isso, o saldo do emprego no sistema financeiro nacional foi positivo ao registrar 9.048 vínculos empregatícios. No entanto, esses números contrastam com os resultados do mesmo período de 2009, quando foi observada redução de 2.224 postos de trabalho. Entre janeiro e julho deste ano, os bancos contribuíram com apenas 0,61% para o saldo de 1.473.320 empregos gerados em todos os setores da economia.

Os dados sobre emprego no setor bancário, neste primeiro semestre de 2010, integram a sexta edição da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), desenvolvida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Essa pesquisa acompanha a evolução do emprego nas instituições bancárias, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e do Emprego.


De acordo ainda com a PEB da Contraf – Dieese, a remuneração média dos trabalhadores admitidos foi de R$ 2.187,76, diante de R$ 3.531,15 daqueles que foram desligados, o que representa diferença de 38,04%. Os números apontam que a região Norte registrou o menor saldo no emprego, com a criação de 339 postos de trabalho no primeiro semestre deste ano. No extremo oposto aparece a região Sudeste, com 6.713 novos postos de trabalho.


Em 2010, o saldo do emprego bancário é favorável às mulheres, com 4.896 novas vagas criadas. Para os homens, o saldo foi de 4.152. Percentualmente, homens e mulheres representaram 50% das admissões, enquanto houve maior diferença no caso dos desligamentos, que foi de 52% entre os homens e de 48% para as mulheres.


Em relação à remuneração média das mulheres, os valores pagos tanto para as admitidas quanto para as desligadas são inferiores aos dos homens. A pesquisa da Contraf/CUT – Dieese revela que as trabalhadoras desligadas saíram do banco com rendimento médio de R$ 2.865,56, valor 28,52% inferior ao auferido pelos homens (R$ 4.090,26). A mão de obra feminina admitida entra no banco com remuneração média de R$ 1.800,98, enquanto os admitidos do sexo masculino recebem o equivalente a R$ 2.573,23: diferença de 30,04%.


A movimentação do pessoal nos bancos por faixa etária revela que mais de 42% dos admitidos têm entre 18 e 24 anos. Dos mais de 27 mil bancários admitidos em 2010, aproximadamente 19 mil têm idade entre 18 e 29 anos, o que mostra que os bancos buscam pessoas jovens, principalmente, para o seu quadro de pessoal. Observa-se, no entanto, um movimento inverso em relação aos desligados, já que a maioria desses desligamentos ocorreu entre os mais velhos, como no caso dos que têm mais de 30 anos (11 mil demissões).

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