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Campanha Salarial 2026

BNB:considerações acerca da PLR

Da mesma forma como acontece nas diversas matérias relacionadas ao BNB e aos direitos dos trabalhadores do Banco, a AFBNB vem sendo demandada por funcionários angustiados pela forma como vêm sendo tratados quanto ao (não) pagamento da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e pela falta de informações objetivas a respeito. Resumindo: os trabalhadores do Banco estão se sentindo abandonados e perdidos. Por isso procuram a Associação em busca de respostas e mesmo de “parecer” sobre o caso. A Associação lembra que a responsabilidade na precisão das informações é do Banco, não podendo o BNB eximir-se de dar detalhamentos das medidas (forma de composição, datas etc), sempre que procurado por seus funcionários, inclusive em relação ao valor que foi antecipado.
 
Não é demais lembrar que a AFBNB não faz parte da mesa de negociação desde o ano passado, por ter sido inexplicavelmente excluída, depois de 25 anos, de forma burocrática e unilateral desse processo coletivo. No entanto, por uma questão de coerência, por dever de ofício e por responsabilidade junto aos seus representados, não se nega a emitir seu pensamento quanto aos assuntos de direito destes, muito menos exigir do Banco o cumprimento do que é celebrado entre as partes.
 
Assim, a Associação lembra mais uma vez que se trata de matéria de responsabilidade do Banco, haja vista ser este o devedor e o mesmo ter levantado a expectativa do recebimento, ao assinar o termo preliminar de ajuste ao Acordo Coletivo de Trabalho – ACT com a comissão de negociação, inclusive já tendo procedido com adiantamento de valores por conta.

Quanto ao mérito da questão, a AFBNB ratifica o entendimento de que o Banco deveria pagar a PLR integral, que é de direito de todos os funcionários, face aos resultados gerados por estes, em cumprimento das metas e da missão institucional do Banco. Infelizmente, diante dos péssimos resultados financeiros alcançados pelo BNB, em consequência de má gestão e desmandos administrativos, o Banco justifica não ter como pagar a seus funcionários à luz do que está celebrado no termo citado acima, e por isso adota medida “paliativa” na tentativa de “atenuar” os prejuízos gerados aos funcionários. Em termos concretos: O Banco não tem como honrar o compromisso assumido com as entidades representativas dos trabalhadores e com os seus funcionários.
 
Diante desse fato a Associação registra que a “proposta” encaminhada no último dia 27/03 se trata de uma decisão unilateral da gestão do Banco; logo, não é objeto de decisão por parte dos funcionários, inclusive pelo fato de já estar em vigência, conforme mensagens do presidente Jurandir Santiago veiculadas na segunda-feira (9). Nesse sentido, a AFBNB afirma que não compete aos sindicatos legislar sobre isto, uma vez que não há o que decidir, porque o que é de direito - a PLR integral - foi sucumbida por esse resultado pífio do Banco. Ressaltamos também que não é adequado que os sindicatos, tampouco os trabalhadores, caiam nessa armadilha do Banco, de legitimar esse tipo de procedimento.
 
Quanto às mensagens de segunda-feira (9) direcionadas aos funcionários, inclusive pelo próprio presidente do Banco, a AFBNB ressalta que, diferente do que foi dito, os 2% adicional não representam nenhum avanço, haja vista já ser um direito assegurado, em que pese o montante destinado à PLR ficar bem aquém do que é devido; outro aspecto não muito diferente diz respeito ao chamado “adiantamento especial”, o qual, também diferente do que está afirmado, não caracteriza qualquer vantagem, sendo um empréstimo, por serem aplicadas sobre o mesmo as correções com base no índice de reposição salarial no mês de setembro durante todo o período da vigência, além do próprio reembolso. A propósito desse empréstimo, cabe uma sugestão: o Banco bem que pode aplicar a correção para o ano de 2012 de forma proporcional, por já estarmos em abril, bem como estender o prazo de adesão para setembro, para assim assegurar a proporcionalidade adequada das correções.
 
 A AFBNB cobra mais uma vez do presidente do Banco a adoção de medidas concretas no sentido de assegurar doravante a PLR integral, com a correção de rumos quanto aos desmandos nas operações de crédito, inclusive com o afastamento dos envolvidos, de todas as instâncias e cargos, para assim evitar que situações como estas se repitam, haja vista essa verba estar diretamente associada aos resultados financeiros. Por oportuno reafirma que devemos intensificar as lutas por nossos direitos e bandeiras históricos, até o momento, não atendidas.
 
É preciso, enfim, cobrar isonomia de tratamento, plano de cargos e salários dignos com melhoria no piso e na curva salarial, política transparente de recursos humanos, combate ao assédio moral, dignidade previdenciária e de saúde, quitação dos passivos trabalhistas e extensão dos benefícios a todos os funcionários, bem como medidas institucionais também para o fortalecimento do Banco: aumento da rede de agência e não fechamento como a autofágica decisão sobre a unidade de Brasília, aumento do capital social do Banco, exclusividade na aplicação dos fundos constitucionais e regionais, convocação dos concursados, reintegração dos demitidos ainda da era Byron Queiroz, transparência e gestão eficiente dos recursos públicos, entre outras medidas que certamente contribuirão para tornar o BNB uma instituição melhor para seus funcionários e para a sociedade.

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