CTB participa de debate sobre ponto eletrônico na Câmara
A CTB participou, nesta quarta-feira (06), de uma audiância pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, para debater a adoção do ponto eletrônico pelas empresas de todo o país, prevista em portaria do Ministério do Trabalho e Emprego. A medida entrou em vigor no dia 1º de março, mas, como não está regulamentada, ainda não é obrigatória.
Além da CTB, participaram da audiência os presidentes das
centrais sindicais, além da representantes do Ministério do Trabalho; da
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag); o
coordenador-geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia
(Inmetro); da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo (CNC); da Confederação Nacional do Transporte (CNT); da
Confederação Nacional da Indústria (CNI); da Presidência da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); de Relações de Trabalho da
Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF); entre outros.
A
defesa do ponto eletrônico foi feita, na audiência, pelo secretário de
Política Sindical e Relações Institucionais da CTB Nacional, Joilson
Cardoso. A possibilidade do trabalhador fiscalizar o registro de suas
horas de trabalho, por meio do equipamento, foi apontada como
necessária, no âmbito do debate sobre o ponto eletrônico, pelo
secretário da CTB Nacional. Para ele, o mecanismo não deve ser tido como
uma camisa de força, mas como uma forma do trabalhador ter certificado o
turno que cumpriu.
"A utilização do ponto eletrônico impedirá as
fraudes e servirá com um comprovante para o trabalhador no caso de
litígio, de recebimento salário e horas extras. Evita fraudes em cima
das contas dos trabalhadores . É claro que precisa de adaptações para
que se mantenha a questão da transparência para os trabalhadores. Outro
destaque, é a importância da adoção da medida para a promoção do
trabalho decente, uma das bandeiras defendidas pela CTB", finalou
Cardoso.

