Ano cheio de atividades para a Feebbase

A luta por direitos é uma tarefa permanente, realizada de diversas formas. Debater com os trabalhadores, negociar com os bancos e buscar apoio da sociedade para suas demandas são algumas das formas de atuação da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, que teve uma intensa agenda de atividades em 2019.
O ano começou com a luta em defesa dos bancos públicos, ameaçados pela política ultraliberal do governo Bolsonaro. Além do processo de desmonte no Banco do Brasil e na Caixa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou também a intenção de fundir o Banco do Nordeste (BNB) com o BNDES ou acabar com o banco regional.
Foi preciso um amplo processo de mobilização dos nordestinos para abortar a ideia e a Feebbase participou de forma ativa desta empreitada. Na Bahia, a entidade se reuniu com parlamentares e com o vice- governador, João Leão, para solicitar empenho em defesa do BNB. Como consequência, foi realizada uma audiência Pública na Assembleia Legislativa e em câmaras de vereadores de diversas cidades do estado. O mesmo aconteceu em Sergipe, sempre com a participação da Federação e dos sindicatos.
Os bancários se engajaram também na luta contra a reforma da Previdência, participando das atividades organizadas pela CTB e demais centrais sindicais, incluindo greve geral de 14 de julho, quando os bancários cruzaram os braços para protestar contra a retirada de direitos e o fim da aposentadoria.

Congresso e Conferência
Em 2019, a Federação organizou ainda diversas atividades institucionais. No dia 31 de maio, realizou o seu 5º Congresso Extraordinário, que aprovou mudanças no Estatuto da entidade. A principal alteração foi a transformação do Fórum dos Presidentes, que funcionava informalmente, em uma estrutura estatutária, que passa a se chamar Conselho dos Presidentes e contará com a participação de um representante de cada entidade. O objetivo é ampliar a democratização das decisões na Federação.
No dia 1º de junho, aconteceu a 21ª Conferência Interestadual Bahia e Sergipe, que contou com a presença de 355 delegados e delegadas, oriundos das bases dos sindicatos filiados. A defesa da unidade foi a principal marca do evento, que debateu conjuntura e os problemas enfrentados pelos bancários no dia a dia de trabalho no setor bancário. Os participantes escolheram ainda a delegação dos dois estados para a Conferência e os encontros nacionais por banco.

Mulheres e juventude
O segundo semestre foi marcada pela realização de dois eventos importantes. Os encontros das mulheres e da juventude.
O 3º Encontro das Bancárias a Bahia e Sergipe aconteceu em Salvador, no dia 14 de setembro, tendo como palestrantes a ex-deputada federal Ângela Albino, a secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Julieta Palmeira e a ex-senadora Vanessa Grazziotin. Mais de 100 pessoas participaram da atividades que discutiu temas como raça, gênero, classe, trabalho e igualdade de oportunidade para as mulheres nos bancos e em todos os setores da sociedade.
Nos dias 26 e 27 de outubro foi realizado o 7º encontro da Juventude Bancária da Bahia e Sergipe. O evento aconteceu em Saubara, no Recôncavo Baiano, e contou com a participação de 108 bancários e bancárias de até 35 anos, oriundos de diversas bases sindicais ligadas à Feebbase. A situação do Brasil e do mundo e o futuro do trabalho nos bancos foram os temas em debate, após exposições do presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges; da Secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, Luiza Bezerra, do presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos e do presidente da Feebbase, Hermelino Neto.
Ao longo do ano, a Feebbase participou também das negociações entre o Comando Nacional e a Fenaban, das mesas específicas e de atividades organizadas por entidades do movimento sindical e da sociedade cível como u todo.
“A Federação se manteve firme. Nós construímos reuniões da nossa diretoria, realizamos uma reforma estatutária para se adequar à nova realidade. Fizemos uma grande Conferência e encontros importantes. Participamos da vida do sindicatos e a nossa impressa tem tido um papel de destaque muito grande. Esse foi num ano de grande desafio em que a Federação e sua diretoria finaliza o ano com a sensação de dever cumprido. Foi um ano difícil, complexo, mas a gente conseguiu dar resposta e participar de todas as atividades”, avaliou o o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hemelino Neto.

