Ato dos bancários apoia aos petroleiros e defende as estatais

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e o Sindicato da Bahia realizaram um ato político na manhã desta terça-feira (29/5), em Salvador, para manifestar apoio à greve dos petroleiros e em defesa das empresas estatais ameaçadas pelo governo golpista de Michel Temer. O protesto foi realizado em frente à agência central do Banco do Brasil, no Comércio, e contou também com a participação do presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro.
No ato, os bancários denunciaram a política de desmonte do governo federal, que tem o objetivo de preparar o terreno para a privatização de estatais, principalmente da Petrobras, que tem no comando Pedro Parente, exatamente o ministro das Minas e Energia do governo Fernando Henrique Cardoso, na época do apagão, que atingiu o país.

“A decisão do governo de reduzir a produção nacional nas refinarias e priorizar a importação de combustíveis coloca o país em uma situação delicada. Apenas com a importação de óleo diesel, o país gastou R$ 8,7 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, uma elevação de 225%, em comparação com 2016. Isso sem falar na venda do pré-sal, quase de graça, para as petrolíferas estrangeiras. Isso é inaceitável”, afirmou o presidente da Feebbase, Hermelino Neto.
A categoria manifestou apoio também à greve dos caminhoneiros, entretanto, discorda veementemente dos grupos que estão aproveitando o movimento para pedir intervenção militar. “Apoiamos a greve e defendemos que redução de preço se estenda também à gasolina, ao etanol e ao gás de cozinha, não apenas ao óleo diesel. A política de aumento de preço dos combustíveis penaliza toda a sociedade, não apenas os caminhoneiros. Por isso, esta deve ser uma luta de todos”, acrescentou Neto.

Bancos públicos
A defesa dos bancos públicos também foi pauta do protesto. Os bancários reforçaram a denuncia contra o desmonte que está em curso na Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, através do fechamento de agências, planos de demissões incentivadas, fim do concurso público e outras medidas, que visam enfraquecer o papel social destas empresas e prepara-las para a privatização.
As lideranças sindicais convocaram os trabalhadores a se envolverem no processo de resgaste do país das mãos dos golpistas, através da participação ativa nas eleições gerais de outubro, elegendo políticos comprometidos com a defesa dos direitos da classe da trabalhadora.
“O governo Temer está levando o Brasil a ser uma colônia do século 21. As empresas e o governo americano comemoram esta postura deste governo lesa pátria. Os trabalhadores podem mudar esta situação e o único caminho para isso é a democracia”, concluiu o presidente da Feebbase.

