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Audiência pública em Sergipe debate desmonte dos bancos públicos e terceirização

A Audiência Pública “Contra o Desmonte dos Bancos Públicos e Contra a Terceirização”, que aconteceu nesta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa de Sergipe em Aracaju, debateu as ameaças de desmonte do Estado brasileiro pelo Governo Temer. Nesta iniciativa do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) e da deputada estadual Ana Lúcia (PT), estiveram presentes representantes FEEB-BA/SE, TRT/SE, OAB/SE, CTB/SE, Fenae, AFBNB e Dieese.

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Para a presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira, os bancos públicos tiveram papel fundamental no desenvolvimento social e econômico do Brasil, democratizando a concessão do crédito e combatendo a desigualdade, não podendo ter como objetivo apenas o lucro: "Os bancos pensam só no lucro máximo e não nas relações de trabalho, a exemplo da qualidade de vida, da melhoria das condições de trabalho", avalia.

A sindicalista pediu o apoio da sociedade para lutar contra as reformas trabalhista e da Previdência e a terceirização que só interessam aos empresários. "Só eles têm lucros, por exemplo, eles pagam a empresa terceirizada 2 mil reais e essa empresa remunera os seus empregados por 700 reais”, lamenta.

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Sobre a reforma da Previdência, observou que as mulheres sofrerão mais com as mudanças previstas: "Para as mulheres essas mudanças oprimem ainda mais. Aumentar em 10 anos o direito de a mulher se aposentar, não é algo simples, não é igualdade de gênero. O Dieese afirma que as mulheres continuam recebendo para as funções iguais, 26% a menos. Precisamos ter a maioria de mulheres nas ruas para garantir os direitos”, afirma Ivânia Pereira.

O desembargador Jorge Antonio Andrade Cardoso, do Tribunal Regional do Trabalho em Sergipe (TRT20), concordou com a preocupação dos bancários com a terceirização: “Nós sentimos em cada processo, em cada audiência que realizamos, a diferença dos direitos do trabalhador terceirizado para o trabalhador contratado diretamente. A remuneração é menor e as estatísticas de acidente de trabalho é de cerca de 80% em terceirizados e 90% das mortes em acidentes são de terceirizados”, afirma.

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE), Henri Clay Andrade, avalia que o projeto de terceirização aprovado no Brasil é o retorno do nepotismo e do empreguismo na administração pública. “Embora o concurso público não tenha sido revogado, mas com a possibilidade de o gestor ou chefe do executivo abrir edital para concurso público, pode contratar empresas terceirizadas para o ingresso no serviço público. Por si só, isso é um atraso republicano e fere princípios da administração pública. É a volta da República Velha (antes de 30), por isso que digo que é o maior retrocesso dos direitos sociais na história política do Brasil”, destacou.

O diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, José Antônio, avaliou como positivos os debates, considerando valorosas iniciativas como esta: "A audiência pública, que tratou de dois temas importantes como a defesa dos bancos públicos e a terceirizacao, representa um marco de resistência do povo sergipano e brasileiro, sobretudo, por se contrapor às reformas neoliberais em tramitação na Câmara dos Deputados propostas pelo Governo ilegítimo de Temer. Resistir é preciso a esses golpes contra a nação brasileira. Parabéns ao Sindicato de Sergipe pela iniciativa", elogiou.

Participaram da audiência pública os representantes da Federação dos Bancários Bahia e Sergipe (FEEB-BASE), José Antônio dos Santos, Grassa Felizola e Claudevir Costa; a deputada estadual Ana Lúcia (PT); a presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira; a professora de Economia da Universidade Federal da Bahia, Dra. Christiane Senhoria Campos; o desembargador Jorge Andrade, do Tribunal Regional do Trabalaho (TRT20); o presidente da OAB/SE, Henri Clair; o presidente da CTB/SE, Edival Gois; o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica (Fenae), Jair Ferreira; a presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), Rita Josina Feitosa e o economista do Dieese, Luís Moura.

Com informações da Agência de Notícias Alese

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