Menu
28ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe

Bancários protestam contra demissões no Bradesco

31.5.23 dia de luta bradesco ssa 2 66c18

Bancários de diversas regiões do Brasil realizaram manifestações nesta quarta-feira (31/5), para protestar contra a política de fechamento de agências e demissões no Bradesco. Em Salvador, a manifestação aconteceu na agência do bairro do Garcia.

Durante o ato, os dirigentes do Sindicato da Bahia e da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe denunciaram a política irresponsável do Bradesco, que vem reduzindo os postos de atendimento e o quadro de funcionário, precarizando as condições de trabalho e o atendimento à população.

Só ano passado, o banco fechou 93 agências e 174 unidades de negócios em todo o país. A empresa também cortou 1.276 postos de trabalho. No mesmo período, o lucro foi de R$ 20,732 bilhões, resultado que seria ainda melhor sem o impacto do caso da lojas Americanas. Mas, nada disso fez o banco recuar desta política de demissões, que continua a todo vapor este ano.

No protesto, o presidente da Federação, Hermelino Neto, elogiou a atuação dos sindicatos da Bahia e Sergipe na campanha para garantir o atendimento presencial nas agências. “Isso gerou um movimento nacional, que obrigou o Bradesco a rever a postura de expulsar os clientes das unidades. Agora vamos continuar a mobilização para a manutenção e abertura de novas agências e a contratação de mais bancários”, acrescentou.

Protesto permanente

31.5.23 dia de luta bradesco ssa 7e2d0

O Sindicato da Bahia tem denunciado há muito tempo a política de cortes, que adoece os funcionários e compromete o atendimento. O caso foi levado ao Ministério Público. Paralelamente, a entidade realiza manifestações e campanhas contra o desrespeito do Bradesco, que gasta muito com propaganda, mas assedia e maltrata os bancários.

“A atuação do Sindicato extrapola a condição corporativa, porque queremos também melhorias para clientes e usuários. Foi assim com a implantação das portas giratórias, com as cadeiras no interior das agências, banheiros e com a Lei dos 15 minutos”, destacou o diretor do SBBA e membro da COE (Comissão de Organização dos Empregados), Élder Perez.

Além de deixar desemparados pais e mães de famílias, a política perversa de cortes causa pânico entre os bancários. “Quando ocorre uma demissão em uma empresa, gera um clima terrível, porque amedronta os demais. São pais e mães que dedicaram 10, 20, 30 anos de vida para turbinar o lucro do banco” reforçou o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar