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redes sociais 2023

Bancos demitem centenas de funcionários em plena pandemia

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Os três maiores bancos privados do país - Itaú, Bradesco e Santander - demitiram centenas de trabalhadores durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). As dispensas imotivadas ocorrem mesmo após estas instituições financeiras assumirem um compromisso público de não demitir enquanto durasse a crise sanitária.

O campeão das demissões em 2020 é o Santander. Foram cerca de mil bancários demitidos desde maio. Isso aconteceu mesmo após os excelentes resultados do primeiro trimestre do ano e da liberação de incentivos pelo Banco Central. Uma demonstração de total desprezo pelo país, que representa atualmente 32% do seu lucro mundial.

O Itaú também começou a demitir em setembro, logo após o encerramento da campanha salarial da categoria. Foram cerca de 400 demissões, principalmente no setor de veículos. O maior banco privado do país segue com as dispensas, apesar dos protestos das entidades representativas dos bancários. Nesta sexta-feira (2/10), acontece mais um tuitaço da campanha #ItaúNãoDemitaMeusPais.

O Bradesco também começou a demitir depois da campanha. Só nesta quinta-feira (1º/10), o banco demitiu dezenas de funcionários em todo o país. Muitos foram demitidos por telefone. O Bradesco anunciou ainda o fechamento de mais agências, em uma clara demonstração de que pretende fechar mais postos de trabalho.

As demissões aconteceram sem nenhum motivo, uma vez que o setor financeiro continuou altamente lucrativo na pandemia. A diminuição dos lucros dos bancos pode ser explicada, em grande parte, pelo aumento da provisão para devedores duvidosos (PDD), que chegou a dobrar em alguns balanços.

Além disso, os bancários continuaram trabalhando e atendendo aos clientes mesmo com as medidas de isolamento social. Não há justificativa para as demissões.

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