Bancos já fecharam 390 postos de trabalho em 2018

O ano mal começou e os bancos que atuam no Brasil já fecharam 390 postos de trabalho, apenas nos dois primeiros meses. Na Bahia, foram 76 empregos a menos, enquanto em Sergipe foram 31 vagas fechadas.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que foram analisados pelo Dieese.
Rio de Janeiro, Paraná e Bahia foram os estados que mais fecharam postos. Foram fechados 184, 90 e 76 postos respectivamente. Já São Paulo, registrou 61,3% das admissões e 59% do total de desligamentos, apresentando o maior saldo positivo no emprego bancário no período analisado, com 100 postos abertos no mês.
A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foram responsáveis pelo fechamento da maioria dos postos de trabalho até o momento, mas a Caixa Econômica Federal também já cortou 13 vagas.
Com foco em contratações nas faixas etárias entre 18 e 24 anos, os bancos criaram 1.635 vagas para trabalhadores com até 29 anos. Para a faixa etária acima de 30 anos, todas apresentaram saldo negativo (-2.025 postos, no total), com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 1.043 postos.
Os números mostram que os bancos continuam investindo alto na rotatividade de mão de obra, com o descarte dos trabalhadores mais velhos e com melhores salários.
As demissões sem justa causa representaram 56,5% do total de desligamentos no setor bancário entre janeiro e fevereiro de 2018. As saídas a pedido do trabalhador representaram 34,9% dos tipos de desligamento. Nesse período foram registrados, ainda, 8 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram do emprego nessa modalidade apresentaram remuneração média de R$2.800,38, bastante inferior à média (R$ 6.512,12).
Com informações da Contraf.

